sábado, 23 de novembro de 2013

Maior terminal privado de combustíveis do Norte começa a funcionar

Amazonas tem 15 municípios em situação de alerta contra dengue

Dados fazem parte do Levantamento Rápido de Índice para Aedes Aegypti.

Município de Japurá está em situação de risco, segundo estudo divulgado.

Os agentes entraram em vielas e becos da vila, onde usaram o carro fumacê e uma mochila motorizada que expele o veneno contra o aedes aegypti (Foto: Divulgação/Sesma) 
Campanha contra a doença será lançada na
segunda-feira(Foto: Divulgação/Sesma)
Quinze municípios do Amazonas, incluindo Manaus, estão em estado de alerta contra a dengue, de acordo com o mapeamento da doença divulgado pelo Ministério da Saúde nesta semana. O município de Japurá, situado a 744 km da capital, está em situação de risco. Para ações de combate e controle da doença, o Ministério vai enviar ao estado mais de R$ 12 milhões. Dados fazem parte do Levantamento Rápido de Índice para Aedes Aegypti (LIRAa). O objetivo é identificar onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito transmissor da doença. (Veja a classificação de cada cidade)
Além da capital amazonense, Barcelos, Boca do Acre, Borba, Coari, Humaitá, Itacoatiara, Lábrea, Manacapuru, Manicoré, Maués, Nova Olinda do Norte, Novo Aripuanã, São Gabriel da Cachoeira e Tefé apresentam foco entre 1% e 3,9% e, por isso, são considerados em estado de alerta. Já no município de Japurá foram encontrados focos de dengue em mais de 4% das residências visitadas e a cidade é considerada em situação de risco.

O diretor-presidente da Fundação de Vigilância Sanitária do Amazonas (FVS-AM), Bernardino Albuquerque, informou ao G1 que funcionários da FVS realizam o LIRAa a cada três meses e que a verificação do mês de outubro é a mais importante porque "marca o período de chuvas, época propícia à reprodução do mosquito, principal vetor da infestação da doença".
Segundo Albuquerque, além do LIRAa, a Fundação utiliza outros indicadores para as ações de vigilância, como a verificação da ocorrência de casos de dengue no período anterior à coleta de dados.
"Em 2013, Manaus teve ocorrências importantes de casos. Se sabemos que o vetor está circulando nessa área, e se a população for elevada, há maior probabilidade na classificação de risco", explicou o diretor da FVS, que relatou.
Armazenamento de água

O principal foco de reprodução do mosquito da dengue no Amazonas, segundo a FVS-AM, é o modo como a população armazena água. "A alocação da água ainda é a nossa principal preocupação. É exatamente naquelas localidades onde a população não tem água canalizada, onde se faz a necessidade do armazenamento, onde temos os principais casos", disse Bernardino.
O perfil dos criadouros também é destacado no LIRAa e mudam conforme cada região brasileira. Enquanto no Norte e Nordeste o armazenamento de água é a principal fonte de preocupação, com índice de 75,9% e 37,5%, respectivamente, no Sul, o armazenamento de lixo o principal desafio, com taxa de 81,2%.

Na próxima quarta-feira (27), será lançada a campanha de intensificação no combate e controle da dengue o estaso. "É uma das frentes de ação que temos nesse trabalho. Assim, eliminamos o mosquito seja na forma adulta, ou larvária", disse.

Alburqueque ressaltou a importância dos profissionais de saúde se manterem atualizados acerca do tema e, por isso, a FVS também vai realizar nos dias 26 e 27, deste mês, um treinamento, dispondo de 400 vagas. "Os profissionais da área devem se manter atualizados e isso também é um ponto importante no controle da dengue. Os resultados depois são a diminuição do número de casos e de óbitos".

Investimento
O Amazonas irá receber do Ministério da Saúde, no próximo ano, R$ 12.505.060,38 para intensificar as ações de vigilância, prevenção e controle da dengue. Em todo Brasil, o investimento será de R$ 363,4 milhões para 157 municípios que estão em situação de risco e 525, em estado de alerta.

Em contrapartida, os municípios precisam cumprir metas como assegurar a quantidade adequada de agentes de controle de endemias, garantir a cobertura das visitas domiciliares pelos agentes e realizar o LIRAa.

 

Rosianne Couto Do G1 AM

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Despesca do Pirarucu no lago do babaçú - Rio Arari - Itacoatiara/AM.

Foi uma experiência extraordinária, participar da despesca do pirarucu no Lago do Babaçu na comunidade do São João do Araçá - Rio Arari.
Com a presença do Ibama, Idam, professora e acadêmicas do curso de agronomia e de biologia da Ufam de Itacoatiara e comunitários de região.

Em Lago do Babaçu - Rio Arari.



1º dia de pesca no lago de manejo no Rio Arari — em Lago do Babaçu - Rio Arari.

2º dia de pesca, os primeiros pirarucu do dia... — em Lago do Babaçu - Rio Arari.
O bicho esta vivo, mordendo igual cachorro kkk.... — em Lago do Babaçu - Rio Arari.
O pirarucu era tão grande que precisou de dois p/ carregar. — em Lago do Babaçu - Rio Arari.
Quase o pau quebra c/ o peso. — em Lago do Babaçu - Rio Arari.
 Flutuante do lago e pescadores. — em Lago do Babaçu - Rio Arari.
Professora Samanta e sua aluna na oficina apresentada a comunidade São João do Araçá-Rio Arari. — em Lago do Babaçu - Rio Arari.
Apresentação do resultado das entrevistas feita aos comunitários. — em Lago do Babaçu - Rio Arari.
O superintendente do IBAMA, explicado p/ os comunitários sobre a importância do manejo e a preservação sustentável. — em Lago do Babaçu - Rio Arari.
Preparação p/ pesca. — em Lago do Babaçu - Rio Arari.
 Esperado o peixe boiar. — em Lago do Babaçu - Rio Arari.
A professora Samanta querendo beijar o pirarucu. kkkkk — em Lago do Babaçu - Rio Arari.
 Esperado os outros pirarucu. — em Lago do Babaçu - Rio Arari.
Os pescadores no lago. — em Lago do Babaçu - Rio Arari.
Em Lago do Babaçu - Rio Arari.
Esse deu para carregar... — em Lago do Babaçu - Rio Arari.
Tecnologia aplicado a despesca do pirarucu. — em Lago do Babaçu - Rio Arari.
   A turma só na espera, passando as imagens para o computador. — com Lucas Guimarães em Lago do Babaçu - Rio Arari.
 Morto tenho coragem de pegar. — em Lago do Babaçu - Rio Arari.
  Pesagem do pirarucu. — em Lago do Babaçu - Rio Arari.
  Tirando as vísceras do pirarucu. — em Lago do Babaçu - Rio Arari.
Sendo pesado na rede. — em Lago do Babaçu - Rio Arari.
Eu pesquei todos. kkkkkk — em Lago do Babaçu - Rio Arari.

Lago do Babaçu - Rio Arari.
 
 
Que maravilhosas imagens e documentário sobre a despesca do pirarucu no Rio Arary. Parabéns pelo trabalho e pela ação da nossa Universidade Federal do Amazonas. Esse é poder do conhecimento, da ciência e da educação, transpondo as barreiras dos conhecimentos tradicionais somadas ao conhecimento científico, com vistas a promover a sustentabilidade das comunidades ribeirinhas do Amazonas e a preservação das espécies, neste caso, da Comunidade São João do Araçá - Rio Arary e do nosso maior peixe de água doce do mundo que é o pirarucu (arapaima gigas), uma das maiores delícias da culinária amazonense!
Imagens e registro de Socorro Barros Martins e texto final de Frank Chaves

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Investimento milionário promete melhorar transporte de passageiros nos rios da Amazônia

Dragagem e sinalização dos rios e modernização de portos são algumas mudanças

Todos os anos 13,6 milhões de pessoas, ou mais da metade dos 26,2 milhões de habitantes da amazônia brasileira, usam embarcações como meio de transporte na região. A falta de estradas normais, em terra, leva a população a recorrer às hidrovias e fazer do transporte fluvial tão concorrido quanto o rodoviário, devido ao elevado número de rios na bacia hidrográfica da Amazônia. Para melhorar o transporte hidroviário no interior da região e do restante do País, o Ministério dos Transportes criou o Plano Hidroviário Estratégico (PHE) cujo investimento previsto de R$ 26 bilhões promete desenvolver o transporte em embarcações durante os próximos 16 anos.
Ministério dos Transporte anuncia R4 26 milhões para melhorar transporte fluvial no Brasil. Foto: Reprodução/ShutterstockMinistério dos Transporte anuncia R4 26 milhões para melhorar transporte fluvial no Brasil. Foto: Reprodução/Shutterstock
As melhorias prometidas no PHE serão realizadas por meio de dragagem, sinalização e balizamento nos rios, além de investimentos em portos, terminais e embarcações. Este último item compreende a renovação da frota de barcos e aquisição de tecnologias para facilitar a navegabilidade na Amazônia. Os investimentos serão feitos pelo Governo Federal (R$ 17 milhões) e iniciativa privada (R$ 9 milhões), em uma possível parceria público-privada ainda não definida pelo ministério.
Segundo o coordenador do plano, Luiz Ribeiro, os investimentos na Amazônia poderão partir dos donos de todos os tipos de embarcações, transportadoras, estaleiros e empresários de seguimentos interessados no uso das hidrovias para transporte de commodities e minérios. “Além dessas [melhorias] serão somadas outras medidas que ainda serão identificadas”, revelou. “Esperamos que as mudanças comecem a ocorrer a partir de 2014”.
O Ministério dos Transportes divide a Região Hidrográfica do Amazonas em três sistemas hidroviários: sistema rio Amazonas, sistema do rio Madeira e sistema do rio Tapajós. O maior deles é o Sistema Hidroviário do Amazonas com 14 hidrovias que abrangem 11.968 quilômetros. Segundo dados do PHE, uma das principais vantagens do investimento em hidrovias para a Amazônia, em comparação com rodovias e ferrovias, é o baixo impacto ambiental. O modal de transporte fluvial também aumentaria a contribuição para o desenvolvimento sustentável da economia brasileira.

Portal Amazônia

Manaus discute plano estratégico para implantação de hidrovias


O presidente da Comissão dos Portos da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado estadual Cabo Maciel(PR), responsável pela reabertura do porto de Itacoatiara, destacou a importância da discussão a respeito do debate que vem acontecendo no auditório do SESI para tratar da implantação de hidrovias para aproveitar o potencial de nossos rios.

Valdo Leão/Agecom
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A capital amazonense está nos planos do Ministério dos Transportes para a implantação do Plano Hidroviário Estratégico (PHE), que envolve o transporte de 120 milhões de toneladas de carga por meio de hidrovias até 2031.

Nesta quinta-feira (21), empresários e representantes do Estado e da União se reuniram na Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) para uma discussão em torno do futuro das hidrovias e da capacidade dos Estados que compõem a Amazônia Ocidental de desenvolverem projetos de aproveitamento racional do leito dos rios para o desenvolvimento econômico e social da região.

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O PHE leva em consideração maior utilização de hidrovias, que resulta em menores custos de transporte para as commodities e, como consequência, em preços mais baixos e uma posição mais competitiva dos produtos ‘made in Amazonas’ no mercado mundial.
Na abertura do seminário “O Futuro Amazônico: Hidrovias 2014 a 2031”, o governador em exercício José Melo disse que os investimentos nas rotas hidroviárias têm de ser vistos como grandes apostas para a expansão do comércio e do fluxo turístico com eficiência.

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Melo considerou como ‘equivocadas’ as comparações primárias entre custos do transporte rodoviário, ferroviário e hidroviário, não considerando cada via determinada e algumas variáveis como distância percorrida, tempo de transporte,

benefícios sociais, entre outras.
“O hidroviário interior é um modal fundamental na maioria dos Estados da Região Norte e assim pode continuar. Mas dois aspectos precisam ser levados em conta. O primeiro é a navegação segura, importante para a manutenção do fluxo de barcos durante o ano inteiro. O segundo é a garantia do uso racional para o escoamento das riquezas produzidas, sejam industriais ou do setor primário, porque dissociar o uso de uma hidrovia do crescimento do Estado é um contrassenso econômico”, considerou Melo.
Para o coordenador geral de planejamento da Secretaria de Política Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes (MT), Luiz Carlos Rodrigues Ribeiro, que intermediou as discussões, o principal objetivo do encontro é criar metas para possibilitar a navegabilidade e aumento da capacidade do transporte de cargas pelas hidrovias. “Nosso objetivo aqui é ouvir as principais entidades do setor a fim de validar o plano e adequá-lo ao planejamento global”, explicou.

Navrios Graneiros 03
O cientista ambiental João Pedro Gomes Cardozo assegura que a ideia do uso racional do sistema Solimões/Amazonas é válida como alternativa socioambiental, pois não impacta o bioma amazônico nem interfere na vida das populações tradicionais e ribeirinhas. O especialista ressaltou que, para ser competitivo internacionalmente, o Amazonas deve construir também a competência ambiental, algo que está diretamente relacionado nos planos da hidrovia.
“Garantir água de qualidade e em quantidade, ar respirável, biodiversidade dos distintos biomas e ecossistemas a eles associados, condições de vida adequadas nos municípios, eficiência energética e produção de renováveis a partir da biomassa são da agenda ambiental e fundamentais para essa competitividade. O PHE vai trazer melhorias fantásticas em todos esses fatores, o que é um bom negócio para o Amazonas”, afirmou.
As discussões sobre PHE seguem até amanhã (22) na Fieam e devem englobar ainda os gargalos que interferem no transporte de cargas e passageiros no Estado, além da atual situação e perspectivas dos transportes aquaviários nos municípios.

Consulta de opinão

ALBUM DE ITACOATIARA