sábado, 25 de abril de 2026

Mensagem do Ex-prefeito Miron Fogaça, pelo 152º Aniversário de Itacoatiara.


Dia 25 de abril é um dia especial para mim.
Itacoatiara completa 152 anos de história, e falar dessa cidade é falar de uma parte muito importante da minha própria vida.

Foi aqui que vivi momentos marcantes, construí amizades e tive a honra de servir como prefeito, trabalhando ao lado de um povo forte, acolhedor e cheio de esperança. Cada rua, cada comunidade, cada rosto conhecido carrega lembranças que guardo com carinho e respeito.

Hoje, mesmo residindo em Manaus, meu coração continua ligado a Itacoatiara. É impossível não sentir orgulho ao ver essa cidade crescer, superar desafios e seguir firme, sempre sustentada pela força de sua gente.

Neste aniversário, quero prestar minh
a homenagem a cada itacoatiarense, que constrói diariamente essa história com trabalho, fé e dedicação.

Parabéns, Itacoatiara, pelos seus 152 anos.
Que Deus continue abençoando essa terra querida e todos que fazem dela um lugar tão especial.

Um abraço a todos do amigo de sempre,


Miron Fogaça


  

Realizando uma visita ao Sr. Ozeth e à Dona Elza Mamed, um casal extremamente simpático e querido pela minha família e por todos, tive a oportunidade de vivenciar um momento único e enriquecedor. Impressiona a lucidez e a sabedoria do Sr. Ozeth que, aos seus 99 anos, compartilhou, em poucos minutos de conversa, conhecimentos valiosos sobre a história de Itacoatiara, do Amazonas e da sua própria vida — relatos que dificilmente seriam encontrados em livros comuns ou registros científicos.
É motivo de grande orgulho para nossa cidade poder contar com pessoas de tamanha grandeza, generosidade e relevância histórica. Em um momento tão especial, em que Itacoatiara celebra seus 152 anos, rendemos nossa gratidão aos cidadãos da linhagem do Sr. Ozeth e Elza Mamed, ele com descendência libanesa e ela com descendência portuguesa, que ajudaram a construir e continuam inspirando a identidade de uma cidade cosmopolita, encantadora, estrategicamente bem localizada, rica em cultura, memória e potencial humano.

Deputado Thiago Abrahim publica mensagem de parabenização ao Aniversário de 152 da cidade de Itacoatiara




Minha Itacoatiara, você está de parabéns.


Olho para a sua história e sinto orgulho de tudo o que construíste ao longo desses 152 anos. Uma terra que cresceu com trabalho, coragem e vem conquistando cada vez mais para o seu povo.

Tenho orgulho de fazer parte dessa história. Foi aqui que vivi minha infância, minha juventude e aprendi valores que carrego comigo até hoje.

Minha gratidão por essa terra se transforma em compromisso e trabalho, sempre buscando contribuir para o desenvolvimento e para um futuro cada vez melhor para nossa gente.


Parabéns, Itacoatiara!


Tenho orgulho de chamar você de minha.


Deputado Estadual Thiago Abrahim

Vereador Arialdo Guimarães parabeniza Itacoatiara pelo seu 152º aniversário

 

Itacoatiara em festa! 

No dia 25, Itacoatiara celebra seus 152 anos de história, cultura e conquistas. E a comemoração começa antes. Nos dias 23 a 26 de Abril, nossa cidade será palco de grandes shows locais, regionais e nacionais para toda a população curtir e celebrar!

É um momento especial para valorizar nossas raízes, nossa gente e a querida Pedra Pintada, símbolo da nossa identidade.

Venha participar!
Você é nosso convidado especial.

Vamos juntos celebrar o orgulho de ser itacoatiarense!


Vereador Arialdo Guimarães

Mensagem do prefeito de Itacoatiara Mario Abrahim, pelos 152º Aniversário de Itacoatiara



Parabéns, minha amada Itacoatiara!

Sou grato por tudo que você nos deu e continua nos dando. Que Deus siga abençoando essa terra onde trabalhamos com dedicação todos os dias.
Vamos seguir firmes, trabalhando sempre, para fazer de Itacoatiara a cidade mais importante do Amazonas. Vamos juntos continuar crescendo.

Mensagem do prefeito Mario Abrahim

domingo, 19 de abril de 2026

Maracá, o som do Brasil

 

Muito antes das cidades, antes das fronteiras, antes mesmo de existir o nome Brasil… já havia som ecoando pela terra, profundo, rítmico e carregado de mistério, o som do maracá, o verdadeiro pulso ancestral desta nação.

Nascido das mãos dos povos originários, feito da simplicidade da natureza, uma cabaça, sementes, madeira, o maracá não era apenas um instrumento… era voz, era espírito, era conexão direta com o invisível que habita a floresta.

Em cada movimento, em cada vibração, ele guiava rituais sagrados, marcava danças, conduzia cantos e abria caminhos entre mundos, onde pajés utilizavam seu som como ponte entre o humano e o espiritual, acreditando que ali, naquele eco profundo, os próprios espíritos respondiam.

Quando o Brasil ainda não era Brasil, quando não havia história escrita, nem mapas, nem bandeiras… o maracá já existia, unindo povos, transmitindo saberes e mantendo viva uma cultura que resistiria ao tempo, à invasão e ao silêncio imposto.

E mesmo diante da colonização, da dor e das tentativas de apagar identidades, o som do maracá não se calou… ele sobreviveu, firme, atravessando séculos como um símbolo de resistência, memória e força espiritual.

Hoje, ainda ecoa… não apenas nas aldeias, mas na essência do que somos, lembrando que o Brasil não começou com a história que aprendemos, ele começou com o som que sentimos.

Porque antes da palavra… antes da escrita… antes de tudo… o Brasil já vibrava e esse som ainda vive.


fonte: Tchê

sábado, 18 de abril de 2026

Origem de Itacoatiara, por Edmilson Almeida

 


ORIGEM DE ITACOATIARA
ALMEIDA DE OLIVEIRA


Num belo certo dia o rio Amazonas
Uma rústica embarcação o subia.
Era Xavier Furtado quem comandava
Aquela tropa de homens
Que o Amazonas desbravava.

Aqui, ali, acolá,
Eles ancoravam e saíam a caçar,
Até que num porto em que nada havia,
Um forte homem foi morto.
E lá ficaram mais que um dia.

Enfurecido e, também entristecido
Com o desgosto que a natureza lhe trouxera,
Como que se as pedras fossem de fisalita,
Xavier Furtado curiosamente as fita e,
Numa delas, faz a pronúncia: “ITA”.

Isso o impressionou:
“Tê-la-á gravado a Natureza
Ou aqueles que procuramos falam de fortaleza?
Isto é impactante!
Decidam, pois, agora, qual dos dois é importante:
Aqui ficarmos ou irmos jornada avante?”

E estavam em meditação
Quando exclamou Xavier Furtado:

“Ei! Olhem! O lugar parece ser brio,
Vejam no toco daquela árvore
Um animal que mostra ter frio,
Vamos buscá-lo vivo, e não
O façamos de caça”.

— “Não! Parem” — vociferou um esbelto caboclo —
— “Ele é bravo e se chama COATI.”

— “Coati?”
— “Sim, eu conheço”.

— “Ah! Vejam!” — exclamou o general.
— “O quê? O quê?” — interrogam-no os demais.

O general ficou atônito,
Pois vira, assim confessou,
A imagem perfeita de uma
Mulher robusta, em silhueta.

Novamente o caboclo se intromete e diz:
— “Imaginariamente, não sei se o senhor pressente
Que o lugar aqui está pra gente.

Sobre o que o líder fantasiou
Nossa história nos contou:
‘No Amazonas existe a lenda da IARA.’”

A curiosidade desperta-os mais e mais.

Dilucidou um deles:
“Aqui, o lugar não é idílico!
É selvagem até demais,
Prove, senhor general, ser capaz de
Descobrir o que a Natureza faz.”

Todos pasmaram-se!
O silêncio, repentinamente,
Aquele lugar dominou,

Quando, inesperadamente,
Um grupo de silvícolas ali chegou.

Em gesticulação Xavier Furtado
À sua tropa transmitia:
“Não falem, não!
Estamos passando perigo
Com os homens da região,
Apesar de serem amigos
De quem está em embarcação.”

Cheio de horror, não querendo abandonar
O lugar que o maravilhou,
O caudilho a embarcação desatracou e,
Após deixar a mensagem do que seria capaz,
Se foi para nunca mais:

“Pedro é fortaleza!
Animal é riqueza!
Silhueta de mulher o rio embeleza!

Vou descobrir, vibrante cabo-de-guerra,
Do que a Natureza é capaz:
Até nome de lugar é ela que nos dá.
Se não crê no que digo,
Ouça o que vou pronunciar:

Naquele porto há ITA, pedra;
Naquela mata há COATI, animal;
Naquele rio há IARA, silhueta de mulher.
Preste atenção para esta justaposição:
ITA-COATI-IARA foi o nome que DEUS deu
Ao lugar onde um de nós morreu.”

O chefe militar, mudando o semblante,
Admirado disse ao marujo:

“Amigo, quando chegarmos lá
Não vá dizer que vimos
A ITA, o COATI, a IARA,

Mas, sim, que DEUS nos fez
Descobrirmos o lugar
ITACOATIARA.”



Poema escrito em 19/04/1974, de Edmilson Almeida, por ocasião dos festejos do Centenário de Itacoatiara; declamado em 25/04/1974, na Praça de Herculano de Castro e Costa, sob aplausos da plateia, que permaneceu em pé por aproximadamente 5 minutos.

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