domingo, 6 de abril de 2014

Participando da solenidade de entrega do Título de Professor Emérito da UFAM ao Dr. Waldir Costa

O Membro do CONSUNI, a Reitora Marcia Perales, e eu na solenidade de entrega de Título de Professor Emérto da UFAM ao psicólogo Waldir Costa.


Prof. Dr. e psicólogo Waldir Costa, exibindo o seu Título de Professor Emérito da UFAM e demais convidados


O Vice-reitor Professor Edinaldo, eu, o Dr. Edson e os demais membros do CONSUNI

Escola política fundada por Gilberto Mestrinho está há 31 anos no poder - Entrevista: Historiador Aloysio Nogueira

Escola política fundada pelo ex-governador Gilberto Mestrinho emplaca, com José Melo, o sexto governador consecutivo
Escola política fundada pelo ex-governador Gilberto Mestrinho emplaca, com José Melo, o sexto governador consecutivo (Arte Jornal A Crítica)
De forma ininterrupta, o Amazonas é governado há 31 anos por políticos criados e doutrinados na cartilha do lendário “boto navegador”. Oito mandatos perpetuaram o “modus operandi” administrativo, políticos e eleitoral de Mestrinho
 
Ao voltar ao Amazonas anistiado e ser eleito o primeiro governador por voto direto no período de abertura política do País, em 1983, o ex-governador Gilberto Mestrinho arquitetou um projeto de poder que mantivesse o grupo dele por duas décadas no comando do Estado. Nem mesmo Mestrinho sonhava que a sua escola política invadiria outro século, levando ao poder, na sexta-feira, seu sexto governador consecutivo: José Melo (Pros). De forma ininterrupta, o Amazonas é governado há 31 anos por políticos criados e doutrinados na cartilha do lendário “boto navegador”. Oito mandatos perpetuaram o “modus operandi” administrativo, políticos e eleitoral de Mestrinho.
O cientista social Carlos Santiago, cujo trabalho de conclusão de curso foi “Redemocratização e Forças Políticas”, afirmou que a forma de governar do grupo se fortaleceu tanto que, em 31 anos, o único candidato ao Governo a vencer a eleição contra a máquina do Estado foi o próprio Mestrinho, justamente em 1983, início da era de poder do grupo.

Eleição de 1982
A primeira votação direta para o Governo do Amazonas, além de Mestrinho, teve como candidatos: o atual presidente do TCE, Josué Filho, do PDS ligado aos militares; e o professor universitário Oswaldo Coelho, primeiro candidato do PT ao Governo.
“Por 16 anos, Gilberto se revezou com Amazonino Mendes, sua cria, no Governo, que, por sua vez, fez outras crias, que também se revezam no poder. Sempre se elegendo com o apoio da máquina. É uma prática que deve se repetir esse ano. Ou alguém acha que (José) Melo não usará a máquina?”, declarou Carlos Santiago.

Modelo conservador
Para o historiador e professor do Departamento de História da Ufam, Aloísio Nogueira, o grupo que se reveza no poder no Amazonas é extremamente conservador, populista e ineficaz na gestão por não conseguir em 32 anos levar qualidade de vida à população. “Todo ano eleitoral é a mesma coisa: distribuição de implementos agrícolas no interior, promessas de resolver o isolamento no interior e a falta de água em Manaus”, declarou.
Aloísio Nogueira afirmou que o fortalecimento do grupo, ao longo do tempo, pode ser apontado pela cooptação, para a sua base aliada, das vozes de oposição que surgiam no caminho, incluindo partidos de oposição e movimentos sociais. “Vamos a um exemplo: quem era o adversário de Mestrinho em 1983? Josué Filho. Onde está a família dele hoje? No comando do TCE e da ALE-AM. Outro exemplo: PT e PCdoB. Foram cooptados por essas forças e hoje compõem a base do Governo deles”.
Na opinião do historiador, os rachas internos que surgiram, como se repete em 2014, são rapidamente revertidos a cada eleição. “O grupo sabe aparar as arestas internas desmobilizar a população, cooptar lideranças e reprimir quando é o caso. Porque também é repressor, veja os comerciais da força policial”, declarou.
Para Aloísio Nogueira, a população acompanha ao longo dos 32 anos, “histórias de racha no grupo” e depois de entendimentos. O movimento polariza as disputas e não cede espaço a um político que não tenha sido gerido no seio do grupo. “Verifique que embora se apresente com várias caras, eles têm uma prática interna. Uma tática única de aliança com o poder central e de tirar o maior proveito possível disso. A população não tem opções de candidatos. Não tem conversa”, declarou o professor.

Hegemonia política - Legado de Mestrinho
Ao assumir o posto de governador, na noite de sexta-feira, José Melo garantiu ao grupo político fundado pelo ex-governador Gilberto Mestrinho a hegemonia de 31 anos no comando do Estado, e afunilou a disputa deste ano a dois alunos dessa escola. Reprodução
Ex-governador Gilberto Mestrinho fez de Amazonino Mendes prefeito de Manaus e depois governador. Amazonino fez o mesmo com Braga.

Distorções na administração
O economista e ex-prefeito de Manaus, Serafim Corrêa (PSB) afirma que o modelo do grupo político que governa o Estado há 31 anos prioriza o interesse eleitoral e despreza o mérito e a racionalidade “componentes indispensáveis à verdadeira república”.
“Doações mantendo milhares de pessoas na condição de beneficiárias. A própria organização do serviço público - em que o concurso público nunca foi preponderante, mas a indicação política - terminou aprofundando as distorções e fazendo predominar a ineficiência, o que pode ser visto principalmente nos serviços de saúde e educação”
Serafim afirma que a não geração de capital humano necessário a disparar um processo de desenvolvimento sustentável é resultado “desse processo político equivocado”. “A rigor, há uma única exceção, que foi a criação da UEA, mas que também não avançou como deveria pela não aplicação integral dos recursos originariamente a ela destinados”.

Falta de inovação na economia
Para o historiador Aloísio Nogueira, a regra dos governos populistas que sucederam Mestrinho é a inexistência de programas de interesse da população e modelo que coloca o interior dependente de repasses de verbas, que os favorecem nas eleições.
O historiador classifica como “chamariz de voto” e medida de endividamento da máquina pública, os programas “3º ciclo”, “Zona Franca Verde” e “Amazonas Rural”, apresentados como maneira de tirar o interior do isolamento e da dependência. “Qual a situação do interior? Sequer tem transporte. O preço é absurdo. Qual é a política para transporte fluvial? Não tem”, declarou.
Nogueira afirma que a principal base de sustentação da economia regional - a Zona Franca de Manaus -, apresentada como troféu pelo grupo pós-Mestrinho, é criação do governo militar e que o grupo não criou alternativas para o Amazonas. “Esse discurso de que ela mantém a floresta de pé, que preserva o meio ambiente, isso é mentira. Se faz tudo isso, então porque os igarapés de Manaus estão desse jeito? Cadê a Zona Franca para ajudar a construir um saneamento adequado para a população dessa cidade?”.

Perfil
Gilberto Mestrinho também governou o Estado entre 1959 e 1963 e foi cassado em 1964 com a ascensão dos militares. Em 19 de julho de 2009, após 15 dias internado em hospital de Manaus, morreu por complicações cardíacas aos 81 anos.


Jornal acritica - Entrevistado: Prof. Aloysio Nogueira

sábado, 5 de abril de 2014

Morre no Rio o ator José Wilker


O ator José Wilker, de 66 anos, morreu esta manhã em sua casa no Rio de Janeiro. Ele deixa as filhas Isabel, Mariana e Madá Wilker. Ainda não há informações oficiais sobre a causa da morte, mas suspeita-se de infarto.
Um dos artistas mais atuantes da televisão e do cinema brasileiros, Wilker pôde ser visto recentemente na novela "Amor à vida" como o médico Herbert. (globo.com)


José Wilker de Almeida (Juazeiro do Norte, Ceará, 20 de agosto de 1947 — Rio de Janeiro, RJ, 05 de abril de 2014) foi um ator, diretor, narrador, apresentador e crítico de cinema brasileiro2 .

Biografia

José Wilker começou a carreira como locutor de rádio no Ceará, onde nasceu, e se mudou para o Rio de Janeiro aos dezenove anos.
Seu primeiro filme foi em 1965, A Falecida com uma participação não creditada, o filme ainda contava com Fernanda Montenegro como protagonista. Em 1979, esteve no elenco do filme Bye Bye Brasil e em 1985, no elenco de O Homem da Capa Preta.
Estreou nas telenovelas em 1971, em Bandeira 2, de Dias Gomes, na TV Globo. Fez muito sucesso com a novela Roque Santeiro na qual deu vida ao personagem-título junto com Regina Duarte e Lima Duarte. Entre 1997 e 2002, dirigiu boa parte dos episódios do Sai de Baixo3 , além de ter participado de um dos episódios do programa (Ghost Não Se Discute), em 1997.
Interpretou personagens célebres na televisão, como Giovanni Improtta, na novela Senhora do Destino e o ex-presidente Juscelino Kubitschek na minissérie JK. Em 2012 cai na boca do povo com o personagem Jesuíno Mendonça na novela Gabriela. O personagem foi marcado pelo bordão "Vou lhe usar", que se tornou febre nas redes sociais4 . No ano seguinte narra a chamada da novela Amor à Vida, e no meio da trama entra no elenco como o personagem Herbert.
Entre seus papéis mais marcantes no cinema estão Tiradentes, no filme Os Inconfidentes, de 1972; Vadinho, do recorde de bilheteria nos cinemas Dona Flor e Seus Dois Maridos, de 1976; o político Tenório Cavalcanti de O Homem da Capa Preta, de 1986 e Antônio Conselheiro, de Guerra de Canudos, de 1997 entre muitos outros.
Amante de cinema, tem aproximadamente quatro mil fitas em casa. Mostrou ao público essa faceta assinando uma coluna semanal sobre o assunto no Jornal do Brasil e fazendo comentários de filmes nos canais de televisão por assinatura Telecine da Globosat. É também comentarista oficial da transmissão da premiação do Oscar da Rede Globo. Além de apresentar o programa Palco & Platéia, que é transmitido pelo Canal Brasil.
Foi diretor-presidente da Riofilme – distribuidora de filmes do município do Rio de Janeiro. José Wilker teve duas filhas: Mariana, com a atriz Renée de Vielmond, e Isabel, com a atriz Mônica Torres. Foi casado com Guilhermina Guinle. Seu último casamento foi com a jornalista Claudia Montenegro com quem teve Madá.
José Wilker faleceu no dia 05 de abril de 2014, aos 66 anos, vítima de infarto e deixou todo seu dinheiro para caridade.

Carreira

Televisão

Como ator

Ano Trabalho Personagem Notas
1971 Bandeira 2 Zelito Telenovela
1971 Caso Especial Personagem desconhecido Episódio: O Crime do Silêncio
1972 O Bofe Bandeira Telenovela
1973 Cavalo de Aço Atílio Telenovela
1973 Os Ossos do Barão Martinho Ghirotto Telenovela
1974 Corrida do Ouro Fábio Telenovela
1974 A Cartomante Murilo Telenovela
1974 Caso Especial Personagem desconhecido Episódio: Enquanto a Cegonha Não Vem
1975 Gabriela Mundinho Falcão Telenovela
1976 Anjo Mau Rodrigo Medeiros Telenovela
1980 Plumas e Paetês Renato / Paulo Telenovela
1981 Brilhante Oswaldo / Sidney Telenovela
1982 Final Feliz Rodrigo Telenovela
1982 Paraíso Faustinho Telenovela
1983 Bandidos da Falange Tito Lívio Minissérie
1984 Transas e Caretas Tiago Telenovela
1985 Roque Santeiro Luis Roque Duarte Telenovela
1987 Carmem Camilo Telenovela
1987 Corpo Santo Ulisses Queiroz Telenovela
1989 O Salvador da Pátria João Matos Telenovela
1990 Mico Preto Frederico Telenovela
1992 Anos Rebeldes Fábio Andrade Brito Telenovela
1993 Agosto Pedro Lomagno Telenovela
1993 'Fera Ferida Demóstenes Maçaranduba da Costa Telenovela
1993 Renascer Delmiro Gouveia Telenovela
1995 A Próxima Vítima Marcelo Rossi Telenovela
1996 Anjo de Mim Bianor Telenovela
1996 A Vida como Ela É Narrador Seriado
1996 O Fim do Mundo Tião Socó Telenovela
1996 Salsa e Merengue Urbano Telenovela
1997 a 2002 Sai de Baixo Beto Episódio: "Ghost Não Se Discute" /
participações em voz.
1999 Suave Veneno Waldomiro Cerqueira Telenovela
2000 A Muralha Dom Diego Minissérie
2001 Um Anjo Caiu do Céu Tarso Telenovela
2002 Desejos de Mulher Ariel Britz Telenovela
2002 O Quinto dos Infernos Marquês de Marialva Minissérie
2004 Senhora do Destino Giovanni Improtta Telenovela
2006 JK Juscelino Kubitschek Minissérie
2007 Amazônia, de Galvez a Chico Mendes Luis Gálvez Rodríguez de Arias Minissérie
2007 Duas Caras Francisco Macieira Telenovela
2008 Três Irmãs Augusto Pinheiro / Lázaro Telenovela
2009 Cinquentinha Daniel Lopes de Carvalho Minissérie
2010 Na Forma da Lei Dr. Mourão Seriado
2011 O Bem Amado Zeca Diabo Minissérie
2011 Insensato Coração Humberto Brandão Telenovela / Participação especial
2011 A Mulher Invisível Reinaldo Fachetti Seriado
2012 O Brado Retumbante Floriano Pedreira Seriado
2012 Gabriela Jesuíno Mendonça Telenovela / Remake
2013 Amor à Vida Herbert Marques Telenovela

Como diretor

Ano Trabalho Notas
1983 Louco Amor Telenovela
1984 Transas e Caretas Telenovela
1986 Cinderela Cinema
1996 a 2002 Sai de Baixo Seriado

Cinema

Referências

  1. UOL: José Wilker morre aos 66, vítima de infarto fulminante
  2. Perfil - José Wilker (em português). Página visitada em 13 de janeiro de 2013.
  3. Memória Globo - Sai de Baixo (em português). Página visitada em 13 de janeiro de 2013.
  4. CARAS - José Wilker comenta o sucesso do bordão de Jesuíno: 'Vou lhe usar' (em português). Página visitada em 13 de janeiro de 2013.
  5. Cinemateca Brasileira, O Rei da Vela [em linha]
  6. Ogloo; Michele Miranda. Bruno Gagliasso e Regiane Alves apostam em filme de suspense que estreia em 2013. Página visitada em 10 de outubro de 2013.

Ligações externas

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Prêmio Contigo! TV de Melhor Ator em Novela
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José Melo assume o cargo de governador do Amazonas

Melo recebe a faixa de Governador do Estado das mãos de Omar Aziz (Márcio Silva)

No Teatro Amazonas, Melo recebeu a faixa de chefe do Executivo Estadual das mãos de Omar Aziz, que deixou o cargo para disputar o Senado nas eleições 2014


Em solenidade no Teatro Amazonas, José Melo (PROS) foi empossado como o novo governador do Amazonas na noite desta sexta-feira (4), em Manaus. O então chefe do Executivo Estadual, Omar Aziz (PSD), renunciou e passou o cargo para quem era seu vice para disputar uma vaga no Senado Federal pelo o Amazonas, durante as eleições de outubro de 2014.
“Os próximos 90 dias serão só de trabalho”, afirmou Melo ao chegar no Teatro, com 20 minutos de atraso. O evento, que conta com a presença de políticos e autoridades locais, iniciou com a abertura feita pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Josué Neto, e, em seguida, Aziz discursou, recontando sua trajetória no Governo, antes de passar a faixa de Governador em um ato simbólico.
"Foi um prazer enorme governar esse Estado, realizei um sonho. Deixo essa administração sem nenhum escândalo ou mácula à minha imagem. Fizemos grandes obras que mudaram a vida das pessoas, na capital e no interior do Estado. Deixo o Governo com sentimento de dever cumprido e com grandes ações. Saio de cena e deixo o caminho para o José Melo, mas voltarei depois como um soldado em defesa do Amazonas", avisou Aziz no seu discurso, recebido com muitas palmas.


No discurso já como governador, Melo citou  seu antecessor, Omar Aziz; a agora ex-primeira-dama Nejmi Aziz; o "velho amigo e pai político", o ex-governador Amazonino Mendes; e o atual prefeito de Manaus, Artur Neto.
"Tenho certeza de que vou me esforçar o máximo possivel para me emparelhar a esse magnífico governador Omar Aziz. A vida toda eu sonhei com este momento, mas nunca pensei que tivesse tanto gelo na minha barriga. Sou servidor público, essa é minha essência. Nasci para isso e escolhi a vida pública como meu caminho. Estou cheio de gratidão e de planos", afirmou, emocionado. O professor recebeu a faixa às 21h50.
Melo já deu a entender que deve dar continuidade à administração de Aziz e, principalmente, ao andamentos de obras que ainda não foram entregues, que contabilizam cerca de R$ 4 bilhões em investimento.
Um dos focos será a expansão do programa de segurança pública "Ronda nos Bairros", que deve chegar a mais cidades do interior do Estado. A educação também deve receber atenção especial, levando em conta toda a trajetória de Melo como professor.
Entre as ações desta área, o agora Governador planeja ampliar o número de escolas em tempo integral, por exemplo. Como ele mesmo afirmou, a prioridade nos primeiros meses de sua gestão deve ser de trabalho, e não de política.


Eleições
Omar Aziz deixou o cargo de governador para disputar as próximas eleições como candidato ao Senado. José Melo também será candidato e, agora como Governador, disputará pela reeleição ao cargo de chefe maior do Estado, enfrentando nas urnas o antigo parceiro de partido e de gestão, Eduardo Braga (PMDB).

Histórico
José Melo de Oliveira nasceu em Eirunepé e tem 67 anos. Ele é casado e é pai de cinco filhos. É economista formado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e começou a vida pública em 1967, quando lecionava História no Ginásio Estadual Estelita Tapajós e na antiga Escola Técnica Federal do Amazonas.
Entre 1970 e 1984, ele atuou na Ufam como datilógrafo e diretor do Departamento de Educação e Desportos. Foi interino na sub-reitoria para Assuntos Acadêmicos, membro do Conselho Universitário e assessor para Assuntos Acadêmicos. Foi, ainda, membro da equipe que elaborou o processo de reconhecimento de 18 cursos da Ufam.
Entre 1984 e 1987 foi delegado do Ministério da Educação e Cultura. De 1989 a março de 1991 foi secretário de Educação e Cultura. Entre 1993 a março de 1994 foi secretário de Educação de Manaus (Semed). Em 1995 voltou a assumir a Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Desportos do Amazonas.
Ele foi eleito deputado federal duas vezes, em 1994 e em 1998, e foi eleito, em 2002, deputado estadual. Dentro da Assembleia Legislativa do Amazonas, Melo foi presidente das Comissões de Orçamento, Finanças e Tributação e membro de várias comissões.
Entre 2005 e 2006 foi presidente da Sociedade de Navegação Portos e Hidrovias do Amazonas (SNPH). Em 2006, ele assumiu a Secretaria de Governo do Amazonas (Segov), onde esteve no comando até abril de 2010, quando se desincompatibilizou para ser vice-governador de Omar Aziz.

Jornal Acritica

Melo, o “filho de um borracheiro do Rio Juruá”, é empossado governador


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“Nos próximos 90 dias esperem muito, mais muito trabalho”, anunciou o governador José Melo


José Melo de Oliveira é o novo governador do Amazonas. Ele recebeu às 21h40min a faixa oficial das mãos do ex-governador Omar Aziz numa concorrida cerimônia no Teatro Amazonas. Melo quebrou o protocolo e anunciou que não leria o discurso que havia preparado e pediu desculpas ao cerimonial e autoridades. “Quis o destino que um filho de borracheiro do Rio Juruá fosse empossado hoje nesse teatro no símbolo dos barões da borracha”, disse.
Durante mais de 40 minutos, diferente do professor tranquilo e até tímido, o governador Melo estava solto.  

Contou história políticas, do tempo de escola e universidade, reviveu época dos mestres nos colégios, de quando passou mais de 45 dias numa jangada do Rio Juruá até Manaus. De quando apanhou de outros garotos no momento em que vendia jambo na rua para ajudar na despesa de casa. “ Foi a única vez que eu me lembro tenha brigado mesmo. Apanhei muito nesse dia. Mas no outro dia para a minha surpresa peguei meu tabuleiro de jambo e ao chegar na esquina que havia ocorrido a briga, me deparei com o pai de um dos meus agressores. Ele me pediu desculpa. Me deu um envelope. Abri em casa e tinha o dinheiro quase seis meses de trabalho. Com isso aprendi duas coisas: violência não leva a nada e que de onde você menos espera vem um braço amigo”, relatou.

Aos 66 anos Melo agradeceu ao casal Omar e Nejmi pelo apoio e sempre incentivo. “Sonhei com esse momento a vida toda. Mas nunca pensei que estivesse com tanto gelo na barriga. Pensando na responsabilidade e de como substituir o Omar. O governador mais bem avaliado do Brasil. Omar será a minha inspiração”, destacou.
Também teceu inúmeros comentários ao ex-governador Amazonino Mendes a quem chamou de “amigo, velho parceiro, companheiro e pai político. “A política me impôs uma afastamento de seis anos de você Amazonino e o prejuízo foi meu”, afirmou o governador.

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“Omar será a minha inspiração”, destacou Melo
Pretende utilizar os mais de 32 anos de conhecimento do interior para ajudar os prefeitos, vereadores e deputados estaduais, ao lado da agora primeira dama Edilene Melo. “Os próximos 90 dias esperem muito, mais muito trabalho”, anunciou.
O governador pediu que a população sonhe com dias melhores e acredite no potencial do Amazonas. “Devemos sonhar mais alto. Sonhar em tornar o nosso estado um polo de petroquímica, gasoquímica. Sermos os maiores produtores de nutrientes. Temos o potássio e a silvinita. Podemos ser os maiores produtores de peixe de água doce do Brasil. Temos como aproveitar nossas riquezas naturais e tornarmos competitivos na indústria dos cosméticos”, elencou Melo.

Ao direcionar palavras ao prefeito de Manaus Artur Neto (PSDB), o governador disse estar a disposição para continuar a grande parceria entre o estado e Manaus, iniciado na gestão Omar Aziz. “Manaus é uma cidade estado e não vou deixar de prosseguir com a ação conjunta. Prefeito Artur vamos andar muito nesses caminhos, ruas, vielas para conhecer os diversos problemas de nossa população”, disse.
José Melo também dará continuidade aos projetos deixados pelo ex-governador Omar Aziz, um deles, a cidade universitária em Iranduba classificou de “usina para forjar conhecimento capaz de mudar vidas”.

História de vida – José Melo de Oliveira (PROS) é economista, formado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Eleito vice-governador, ao lado de Omar Aziz, no dia 3 de outubro de 2010, pelo PMDB, ele assume o governo aos 66 anos de idade. Foi deputado federal duas vezes, em 1994 e em 1998, sendo o mais votado na segunda ocasião. Em 2002, elegeu-se deputado estadual e, na Assembleia Legislativa do Amazonas-ALE-AM, presidiu as Comissões de Orçamento, Finanças e Tributação.

Nascido em 26 de setembro de 1946 no município amazonense de Eirunepé, na região do rio Juruá, filho de uma família de seringueiros, José Melo iniciou a vida profissional na iniciativa privada. Alfabetizado aos 11 anos de idade, quando a família veio para Manaus, sempre estudou em escola pública e sua história de vida está relacionada à educação, de onde foi alçado à política.

O professor José Melo, como é conhecido, iniciou a vida pública em 1967, lecionando História no Ginásio Estadual Estelita Tapajós, após uma curta passagem pelo Banco Comercial do Pará. Também lecionou na antiga Escola Técnica Federal do Amazonas. Entre 1970 e 1984, atuou na então Universidade do Amazonas, em várias funções, entre elas as de datilógrafo e de diretor do Departamento de Educação e Desportos. Foi Interino na Sub Reitoria para Assuntos Acadêmicos, membro do Conselho Universitário e assessor especial e para Assuntos Acadêmicos. Foi, ainda, membro da equipe que elaborou o Regimento Interno e o Estatuto da universidade com vistas à reforma universitária; das equipes que elaboraram a normatização da implantação da referida reforma e o processo de reconhecimento de 18 cursos da universidade.
Entre 1984 e 1987, foi delegado do Ministério da Educação e Cultura. De 1989 a março de 1991, foi secretário de Educação e Cultura do Estado do Amazonas. Entre 1993 e março de 1994, foi secretário Municipal de Educação de Manaus. Em 1995, voltou a assumir a Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Desportos do Amazonas. Também esteve à frente do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas (Idam) e da Secretaria de Estado de Coordenação do Interior (Seint) e atuou como consultor em várias empresas privadas.

Entre 2005 e 2006, foi presidente da Sociedade de Navegação Portos e Hidrovias do Amazonas (SNPH). Ainda em 2006, assumiu a Secretaria de Governo do Amazonas (Segov), onde esteve no comando até abril de 2010, quando se desincompatibilizou para concorrer à vaga de vice-governador, função que ocupou até 4 de abril de 2014.

Atual presidente estadual do Partido Republicano da Ordem Social (PROS), José Melo é casado com Edilene Gonçalves Gomes de Oliveira, é pai de cinco filhos – Marita, Edson, Vanessa, Jasper Neto e Thaísa e tem dois enteados – Fábio e Érica. /// Texto: Hudson Lima  Pesquisa bibliográfica: Agecom

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“Fizemos um governo de Paz”, Omar Aziz

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“Aprendi que um bom gestor é aquele que monta uma boa equipe e nós fizemos isso em três anos e três meses de governo. Fizemos um governo mais humano”, disse Omar
Nos poucos menos de 20 minutos do último pronunciamento na função de comandante do estado do Amazonas, realizado na noite desta sexta-feira 4 de abril, no Teatro Amazonas, na solenidade de posse do professor José Melo ao cargo de governador, o ex-governador Omar Aziz (PSD) resumiu haver realizado durante três anos e 3 meses um governo de paz.
Aziz disse não ter ficado um dia cansado de está na função de governador, pois sonhou com o momento desde quando ingressou na política, como líder estudantil. “Por maior que seja o poder da máquina estadual, sempre haverá demandas. As demandas são enormes. Afirmou que nosso governo, não foi um governo de briga. Foi um governo de paz. Entrego um governo de paz ao meu sucesso”, afirmou.
Omar taxou de “amigo e irmão” o professor José Melo (PROS) e o aconselhou a sempre ouvir, pois o governo é feito de cabeças pensantes e nem sempre uma opinião deve prevalecer.

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                “Ninguém governa sozinho e aprendemos isso”, afirmou Omar Aziz

De forma humilde, Aziz creditou o sucesso de ser escolhido o governador mais bem avaliado do Brasil ao restante da equipe. “Aprendi que um bom gestor é aquele que monta uma boa equipe e nós fizemos isso em três anos e três meses de governo. Fizemos um governo mais humano”, disse.
Ao revelar querer que os mais jovens se lembrem do governo dele como o governo da qual implantou a cidade Universitária, Omar emocionou-se ao tocar no nomes dos filhos. “Quero que eles cresçam e conheçam a história do pai como homem público trabalhador. Que trabalhou muito para deixar um legado aos mais jovens”, diz.
As lágrimas de Omar, assim como a voz embasada, voltaram a surgir quando falou dos pais. “Minha mãe (Delfina) não está aqui devido aos problemas de saúde, mas se estivesse tenho certeza também estaria orgulhosa. Assim como meu pai (falecido). Ninguém governa sozinho e aprendemos isso”, afirmou Omar Aziz, que durante todo o pronunciamento teceu elogios a primeira Dama Nejmi.
O ex-governador agradeceu a todos os prefeitos, vereadores, deputados estaduais, federais, senadores, os demais políticos e segmentos da população que o apoiaram na gestão. Próximo ao finalizar, Omar deixou claro seu projeto de chegar ao senado. “Como um bom soldado estou à disposição e assim vou permanecer”, afirmou.
Ao deixar o Teatro Amazonas, já como ex-governador, Omar e a esposa Nejmi fora ovacionada por muitos populares que jogaram até papel picado e abraçavam os dois demonstraram carinho e respeito. Omar atendeu a todos. /// Texto e Fotos: Hudson Lima

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