domingo, 6 de maio de 2018

O que esperar da criação de novas cidades no Brasil?



A história funciona mais ou menos assim de acordo com quem acompanha o ritmo de criação de novos municípios no Brasil: em regimes mais fechados de nossa história o passo é mais brando, e em tempos mais democráticos a velocidade se acentua, e novas cidades são mais criadas. Isso vale até 1996 e veremos porquê.


Pra quem defende mais municípios a medida é uma excelente saída rumo à descentralização que combinaria melhor com a autonomia local, que se encaixaria mais claramente numa lógica democrática e autônoma – quem visita tecnicamente a Alemanha, por exemplo, sai de lá convencido demais dessa alternativa. Mas essa parece ser a parte mais romântica da história. E para alguns que se dizem realistas, a criação de municípios, sobretudo aqueles insustentáveis economicamente – entenda aqui a maioria absoluta dos já existentes –, seria a forma de deputados federais criarem seus currais eleitorais de forma ainda mais clara, perpetuando uma dependência absoluta dessas novas cidades em relação a recursos federais que seriam convertidos em benesses garantidoras de votos. Simples assim. Será?

Aí volta a turma municipalista e afirma que a saída para essa criação de uma nociva dependência é simples: basta que reorganizemos o pacto federativo, e que os recursos deixem de ser arrecadados fortemente em Brasília e passem a ser obtidos por meio de impostos municipais, que no total do bolo atual representa menos de 10% do que se arrecada no país. As transferências, assim, mais concentradas nas cidades, deixariam de ser verticais – de Brasília para as localidades – e passariam a ser horizontais – de cidade para cidade em busca de um equilíbrio que tirasse poder da capital federal, que por vezes mais se assemelha a um reinado, onde os nobres políticos beijam as mãos do rei em busca de apoios regionalizados. É mesmo?

O debate é longo e já foi tema de trabalhos complexos no mundo acadêmico e no universo técnico. De Brasília espera-se pouco em relação a essa centralidade, pois seu fim estaria condicionado a uma mudança que partiria dos deputados federais que, em tese, mais se beneficiam desse centralismo em sua grande maioria. Em época de crise, inclusive, seria improvável pensar na criação de novas cidades, e muitos falam em fusões.

A Constituição de 1988 deu autonomia aos estados para que criassem regras próprias, mas desde 1996 isso está parado, pois em alguns estados se notou uma sede tão gigante para a fundação de novas cidades no Brasil que o poder público federal tocou o pé no freio. Durante o governo Dilma o assunto voltou à tona, pois na década de 90 o que se exigiu foi uma regra nacional para o tema, enfraquecendo os estados em suas autonomias. A presidente vetou integralmente o projeto que levou quase 20 anos para ser construído e aprovado no Congresso Nacional em pleno semestre eleitoral. Era agosto de 2014 e o tema se mostrou delicado demais para aquele instante. A justificativa para a medida foi o interesse público: “novos municípios representariam gastos demais”. E olha quem disse, hein!

Com a intensificação do ritmo da tentativa de independência na Catalunha, o tema de desmembramento voltou à tona no Brasil. Primeiro por meio de uma turma de sulistas que, aproveitando a liberdade de expressão constitucional, entende que poderia formar um país. Historicamente o movimento poderia até fazer algum sentido na cabeça de gaúchos – em intensidade maior – e catarinenses. Mas definitivamente isso não combina com o Paraná, e em termos atuais, tampouco com o país como um todo. Absurdo!

Pois bem: e nas cidades brasileiras? Os movimentos são imensos pela criação de novos municípios. E alguns raros conseguiram furar a barreira de proibição nos últimos vinte anos. Mas a vontade é mais acentuada que esses casos esporádicos: num levantamento do portal Terra de 2008 junto a 24 assembleias legislativas do país acumulavam-se mais de 800 pedidos de emancipação territorial para a criação de novos municípios, o que pela regra exigiria processo longo com consulta popular e tudo o mais. O ímpeto maior à época era do Rio Grande do Sul, que dada sua população de origem mais europeia parece mesmo disposto à intensificação de fronteiras. Lembremos que nas origens de seus povos imigrantes estão a Itália e seus mais de 20 mil municípios e a Alemanha com mais de 12mil.

Já em levantamento de O Globo de 2013 esse total de novas cidades caía para 410 junto a 26 assembleias. A reportagem falava numa Frente Nacional de Apoio à Criação de Novos Municípios que contaria com o apoio de 350 parlamentares à época. Todos eles, certamente, posicionados entre a importância da descentralização e a farra da dependência criadora de currais eleitorais. Em quem acreditar nesse instante? O debate é muito mais complexo do que se possa imaginar.

O fato, para deixar claro que existe uma imensa complexidade nesse tema, é destacar a heterogeneidade do país, sobretudo na distribuição de sua população. Tomemos apenas duas variáveis por estado: média de habitantes por município e média de quilômetros por município. No primeiro item as 139 cidades do Tocantins (11 mil habitantes em média), as 224 do Piauí (14,3 mil) e as 223 da Paraíba (17,9 mil) contrastavam com o Rio de Janeiro e suas 92 cidades com média de 180 mil habitantes cada uma, tendo São Paulo (69,3 mil em 645 municípios) e o Amazonas (64,5 mil em 62 cidades) como outros exemplos. Esses números sequer consideram o fato de no interior desses estados haver uma expressiva heterogeneidade. O que fazer? No segundo item está o tamanho das cidades, e Paraíba (250 quilômetros quadrados por cidade), Alagoas (270 quilômetros quadrados por cidade) e Sergipe (290 quilômetros quadrados por cidade) contrastam com os 25 mil quilômetros quadrados de média do Amazonas e os quase 15 mil de Roraima. É possível se criar leis federais para regular isso? É possível tirar essa discussão dos estados? É possível ignorar fenômenos econômicos e extremamente técnicos para esse debate? É possível deixar essas decisões nas mãos de políticos que contabilizam votos e dependências? É possível fazer o caminho inverso e pensar na fusão de municípios? Difícil demais encontrar uma equação que traga respostas básicas para essas questões. Quem as tiver, de forma simples, corre o risco de se tornar simplório demais em suas percepções.



Com essa história, Itacoatiara está prestes a perder quase 40% de sua área territorial! Além do fato de ser surpreendida imediatamente com a queda do: FPM, ICM, SUS, FUNDEB entre outros, Além de perder o limite da Região Metropolitana, pela fato de ser justamente Novo Remanso e Lindóia ser o limite de Itacoatiara com a Zona Franca de Manaus. Além do fato que o local em questão, não tem sustentação econômica para dar conta de sua subsistência! Isso vai ser um golpe tanto para Itacoatiara, quanto para essa região que parece não estar medindo as consequências desse separatismo, que parece ter mais mais característica de ocasião e política de uma medida balizada pela sustentabilidade e pela razão! (F.Q. Chaves)


fonte: Jornal Estadão / Humberto Dantas

sábado, 5 de maio de 2018

ITACOATIARA ESTÁ PRESTES A SER: REDUZIDA, FATIADA, DIMINUÍDA!

Deputada federal Conceição Sampaio (PSDB-AM)-Foto: Divulgação
Câmara vota, no dia 15, projeto de emancipação dos municípios

O projeto de lei complementar (PLP 137/15), que prevê plebiscito e estudos de viabilidade municipal para criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios, está previsto para ser submetido à votação no plenário da Câmara dos Deputados, no próximo dia 15 de maio, conforme garantiu o presidente Rodrigo Maia aos parlamentares que fazem parte do movimento Emancipa Brasil.
Representante da bancada federal do Amazonas, a deputada federal Conceição Sampaio (PSDB-AM), que integra o movimento Emancipa Brasil, disse que existem cerca de 14 áreas no Amazonas já preparadas para serem analisadas, como acontece com as comunidades do Purupuru, Cacau Pirera, Novo Remanso, Caviana, Campinas do Norte, Balbina, entre outros. Hoje, o Brasil tem 5.570 municípios e o Amazonas 62.

A proposta em análise na Câmara prevê que o processo de emancipação deve ser iniciado com requerimento à assembleia legislativa do respectivo estado. O documento deve ser subscrito por 20% dos eleitores da área, em caso de criação ou desmembramento de município; ou de 3% dos eleitores de cada um dos municípios envolvidos, em caso de fusão ou incorporação.

“O PL devolve a competências das assembleias de legislarem sobre a criação de novos municípios brasileiros, mas sabemos que temos várias áreas que já estão preparadas, com habitantes, economia, prontas para virarem municípios”, afirmou a tucana.

Segundo ela, outros representantes do Amazonas também estão nessa luta, como é o caso da Federação das Associações de Desenvolvimento Distrital Emancipalistas do Amazonas (Faddeam) e a UNALE, que tem como representante o deputado estadual Adjuto Afonso.

“Essa luta tem várias mãos e eu quero reconhecer o trabalho da federação, que tem como representante o João Tavera, que luta pela emancipação dos municípios do Amazonas. Tenho certeza que essa luta será vitoriosa”, declarou. O presidente da Faddeam, João Taveira de Lima, disse que estará presente na votação no próximo dia 15 e que pedirá apoio de toda a bancada do Amazonas.

Enquanto o município de Itacoatiara deveria "CRESCER, VIVER E REINAR", como vaticina o seu hino municipal, lamentavelmente! E tudo isso graças a Dep. Conceição Sampaio! Está registrado nos anais da história!


fonte: Jornal Correio da Amazônia

quinta-feira, 3 de maio de 2018



TV LAR ITACOATIARA 

Mais um grande empreendimento inaugura nesta sexta-feira, 4, as 9h, no centro da cidade da Pedra Pintada.
A Loja TV LAR, uma das maiores empresas de eletrodomésticos do Amazonas, se instala em Itacoatiara depois de realizar uma pesquisa de mercado e confirmar que o município é um dos mais prósperos e desenvolvidos do Estado. Com isso, a geração de emprego e renda da cidade também será valorizada. Seja bem vinda TV LAR!
Vamos a inauguração e boa compras!



Fonte: Radio Difusora de Itacoatiara

quinta-feira, 5 de abril de 2018

200 anos da aclamação de Dom João VI

concursocamara

Câmara abre concursos de desenho e vídeo para homenagear os 200 anos da aclamação de Dom João VI

Seleções fazem parte das comemorações do bicentenário de independência do Brasil

A Câmara dos Deputados abriu nesta segunda-feira (19) as inscrições para os concursos de desenho e vídeo com o tema "A aclamação de Dom João VI, a construção do Estado brasileiro durante seu reinado e o modo como esses eventos influenciaram a independência do Brasil". Podem participar do concurso de desenho estudantes matriculados do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental de escolas públicas e privadas de todo o país. Já o concurso de vídeo é destinado a alunos do Ensino Médio de escolas públicas e privadas que ainda não tenham completado 18 anos.

Os certames fazem parte das comemorações pelos 200 anos da Independência do Brasil (1822/2022). As inscrições devem ser feitas até o dia 6 de abril de 2018. Para o concurso de desenho, acesse a ficha de inscrição e, para o vídeo, o formulário virtual. A participação pode ser individual ou em grupo.

O primeiro colocado e seu representante legal ganharão uma passagem aérea de ida e volta a Brasília, com direito à hospedagem, para participar da cerimônia de premiação, caso residam fora do Distrito Federal. O vencedor também receberá um diploma de classificação e participação, além de um kit de obras produzidas pela Edições Câmara, destinado à escola onde estudar. O segundo e o terceiro colocados receberão os diplomas de participação e os kits para as escolas pelos Correios.

Os resultados finais serão divulgados no dia 2 de maio, e a premiação ocorrerá em 16 de maio.

Mais informações nos editais dos concursos de desenho e de vídeo.

Comemorações

A Câmara dos Deputados realiza uma série de atividades para lembrar os 200 anos de independência do Brasil e e também o bicentenário de outros fatos importantes que antecederam a data. Os eventos incluem exposições, concursos, publicações e homenagens.

Este ano será a vez de falar dos dois séculos da aclamação de Dom João VI como rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Em 2017, a Casa lembrou os 200 anos da chegada da imperatriz Maria Leopoldina, esposa de Dom Pedro I, personagem importante no processo separatista.

Saiba mais na página da Câmara criada especialmente para os eventos.

fonte: Câmara dos Deputados

sábado, 31 de março de 2018

INAUGURADA LINHA DE ÔNIBUS MANAUS – ITACOATIARA

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Seis horas, este seria o tempo que o ônibus da Empresa Ana Cássia levaria para percorrer a AM – 1, atual AM-010, em direção ao município de Itacoatiara. As viagens ocorreriam 3 vezes por semana, com saída da estação do ônibus no centro de Manaus. As passagens seriam vendidas no Tabuleiro da Baiana a preços mais baratos que o transporte fluvial.

Resultado de imagem para balsa rio urubu

"O jornal só omitiu que além das 6 horas de viagem em estrada de barro, ainda tinham as duas famosas balsas do rio urubu, que eram inicialmente puxadas a cabo no meio do caminho, para dar mas emoção a viagem, nos velhos ônibus que faziam a linha só duas vezes por semana, na segunda e na quarta-feira."

Coletânea de curiosidades e fatos históricos ocorridos na década de 1960, publicados pela imprensa de Manaus.


Fonte: Durango Duarte in. Jornal A Crítica de 27 de setembro de 1966.

FELIZ PÁSCOA!


Pink Floyd - Coming Back to Life - London (1994) legendado

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ALBUM DE ITACOATIARA