sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Escavações no bosque das seringueiras do Jauari, revelam cemitério indígena em sítio arqueológico no Amazonas


Bosque das Seringueiras do Jauari, esquina da Av. Armindo Auzier com a Estrada Stone, no Jauari.

Pesquisadores identificaram quatro urnas funerárias e mais de 200 fragmentos arqueológicos no Sítio Jauari, em Itacoatiara.

Um estudo arqueológico realizado no Seringal do Jauari, em Itacoatiara, no interior do Amazonas, confirmou que a área abriga um antigo cemitério indígena. Durante as escavações, pesquisadores identificaram quatro pontos com urnas funerárias e mais de 200 fragmentos de materiais arqueológicos.

Local onde achados arqueológicos foram encontrados durante escavação em Itacoatiara. Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica

O local é um fragmento florestal marcado pela presença de seringueiras e também é reconhecido como sítio arqueológico, com vestígios que ajudam a contar a história dos povos indígenas que ocuparam a região antes da chegada dos europeus.

O trabalho foi realizado depois que o proprietário de uma área dentro do sítio iniciou a construção de um muro. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) notificou o responsável e solicitou a realização de um estudo arqueológico antes de novas intervenções no terreno.

O proprietário contratou uma equipe especializada para realizar o projeto de salvamento arqueológico. A intenção é preservar a maior parte da área e fazer poucas intervenções no terreno. Os locais considerados de menor potencial arqueológico poderão ser utilizados futuramente, desde que respeitadas as orientações técnicas e legais.

“Ele praticamente será um guardião desse sítio. Então qualquer obra que ele irá fazer vai consultar sempre a parte arqueológica e a parte ambiental”, explicou a engenheira ambiental Kesia Maia.

Quatro urnas funerárias são encontradas

Durante cerca de uma semana de escavações, os arqueólogos identificaram quatro locais com urnas funerárias. A descoberta confirmou a hipótese de que a área funcionava como um cemitério indígena.

Segundo a arqueóloga Elaine Parintins, as urnas não serão retiradas. As escavações foram interrompidas justamente para preservar o contexto funerário.

“É de fato um sítio arqueológico muito complexo e que conta um pouco da história pré-colonial, antes do contato com os europeus”, afirmou.

A pesquisa também se conecta a um estudo realizado há 14 anos. Em 2012, pesquisadores encontraram uma urna funerária a cerca de 200 metros da área atualmente estudada.

Segundo o professor Carlos Augusto da Silva, a urna encontrada naquele período continha restos mortais de oito pessoas, sendo duas crianças.

Para os pesquisadores, os novos achados ajudam a confirmar a função funerária do local. A expectativa é que áreas de habitação, onde ficavam as moradias dos antigos habitantes, estejam nas proximidades do cemitério.

Além das urnas, a equipe retirou mais de 200 fragmentos arqueológicos durante os trabalhos. Entre os materiais estão peças de cerâmica, fragmentos com pinturas e decorações e um objeto que pode ter sido utilizado como ferramenta.

O material coletado será levado para Manaus, onde passará por higienização, catalogação e análise em laboratório da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

As quatro urnas encontradas durante a pesquisa permanecerão preservadas no próprio local.

Fragmentos arqueológicos encontrados durante os trabalhos. — Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica

Alunos conhecem sítio arqueológico

Durante os trabalhos, estudantes da Escola Municipal Isaac Peres visitaram o Seringal do Jauari para conhecer a pesquisa e aprender sobre a importância da preservação do patrimônio arqueológico.

A professora Lucifran Lima da Silva acompanhou a visita. Segundo ela, a escola já trabalhava com o tema e tinha preocupação com a preservação da área.

“É importante que essas crianças que estão crescendo saibam a sua história, o que aconteceu aqui, as urnas arqueológicas e o que elas significam”, disse.

A professora destacou ainda que o contato com o sítio ajuda a despertar a curiosidade dos estudantes sobre a história dos povos indígenas que viveram na região.

Itacoatiara tem 46 sítios arqueológicos

Itacoatiara possui atualmente 46 registros no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos (CNSA), em áreas urbanas e rurais do município.

O número é superior ao registrado em 2012. Naquele ano, o Iphan informava que havia 27 sítios arqueológicos cadastrados em Itacoatiara e realizava estudos para inventariar outras áreas.

O Sítio Jauari já era pesquisado naquele período. Uma reportagem do g1 publicada em agosto de 2012 registrou escavações realizadas por pesquisadores no local.

Na época, o Iphan informou que os estudos faziam parte de um trabalho de levantamento do patrimônio arqueológico do município. Entre os objetivos estava identificar quais sítios ainda resistiam à ação humana e quais outras áreas

O Sítio Jauari já era pesquisado naquele período. Uma reportagem do g1 publicada em agosto de 2012 registrou escavações realizadas por pesquisadores no local.

Na época, o Iphan informou que os estudos faziam parte de um trabalho de levantamento do patrimônio arqueológico do município. Entre os objetivos estava identificar quais sítios ainda resistiam à ação humana e quais outras áreas poderiam ser cadastradas.

Quatorze anos depois, novas pesquisas voltaram ao Jauari e ampliaram o conhecimento sobre a ocupação indígena antiga na região.


Preservação

A realização do estudo está relacionada ao licenciamento ambiental e à proteção do patrimônio arqueológico. Quando uma obra ou intervenção pode afetar esse tipo de patrimônio, o Iphan participa do processo para garantir que os vestígios sejam identificados e preservados.

No Jauari, a pesquisa permitiu delimitar as áreas de maior concentração de vestígios e orientar possíveis intervenções futuras.

Para os pesquisadores, preservar o sítio significa manter parte da memória dos povos que viveram na região antes da colonização.

Além do valor arqueológico, o Seringal do Jauari mantém uma área de vegetação com presença de seringueiras, reunindo em um mesmo espaço elementos da história indígena e da ocupação mais recente da região.

O material coletado durante a pesquisa ainda será analisado pelos especialistas. Os estudos devem ajudar a identificar com mais detalhes como viviam os povos que ocuparam o local e ampliar o conhecimento sobre a história antiga de Itacoatiara e da Amazônia.


Alunos acompanham trabalho de arqueólogos durante escavação. — Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica


Por Liam Cavalcante, Rede Amazônica
14/08/2026 05h02

domingo, 2 de agosto de 2026

A Política dos Governadores: Como Poucos Homens Passaram a Controlar a República Brasileira (1898–1930)

 

A Proclamação da República prometia uma nova era de participação política e maior autonomia para os estados. No entanto, poucos anos depois, consolidou-se um sistema que concentrou o poder nas mãos de um pequeno grupo de presidentes, governadores e oligarquias estaduais. Esse modelo ficou conhecido como Política dos Governadores e dominou a vida política brasileira por mais de três décadas.

Foi um período marcado por eleições frequentemente contestadas, influência dos grandes proprietários rurais e acordos políticos que garantiam estabilidade ao governo federal, mas limitavam a participação popular.

Uma República em crise
Nos primeiros anos da República, o Brasil enfrentou sucessivas crises.
A Revolta da Armada, a Revolução Federalista e dificuldades econômicas colocaram em risco a estabilidade do novo regime.
Quando Campos Sales assumiu a Presidência em 1898, acreditava que era necessário criar um mecanismo para evitar novos conflitos entre o governo federal e os estados.
Assim nasceu a chamada Política dos Governadores.

Como funcionava esse sistema?
A ideia era relativamente simples.
O presidente da República apoiava politicamente os governadores dos estados.
Em troca, os governadores garantiam apoio ao governo federal no Congresso Nacional, elegendo deputados e senadores alinhados ao presidente.
Esse acordo fortalecia tanto o Executivo federal quanto as oligarquias estaduais.
Na prática, reduzia os conflitos entre os poderes e assegurava maior estabilidade política.

O poder dos coronéis
Nos municípios, esse sistema dependia da atuação dos chamados coronéis.
Apesar do nome, muitos não eram militares. Eram grandes proprietários de terras que exerciam enorme influência econômica, social e política sobre suas regiões.
Controlavam redes de dependência pessoal, favorecimentos e influência local, o que lhes permitia interferir nos processos eleitorais.
Esse fenômeno ficou conhecido como coronelismo.

As eleições da época
O voto não era secreto.

As eleições eram realizadas de forma aberta, permitindo que chefes políticos acompanhassem o comportamento dos eleitores.
Esse modelo favorecia pressões, intimidações e diversas formas de controle político, fenômeno popularmente conhecido como voto de cabresto.
Embora nem todas as eleições fossem fraudulentas, historiadores demonstram que fraudes, exclusões de opositores e manipulação eleitoral ocorreram em diferentes estados.

A força de São Paulo e Minas Gerais
Durante esse período, São Paulo e Minas Gerais exerceram enorme influência na política nacional.
Como eram os estados mais poderosos economicamente e possuíam grande representação política, seus grupos dirigentes frequentemente ocupavam a Presidência da República.
Essa predominância ficou conhecida como política do café com leite.
Entretanto, os historiadores ressaltam que essa alternância não foi absoluta, pois presidentes de outros estados também chegaram ao poder.

Quem ficava de fora?
Apesar de a Constituição de 1891 ampliar alguns direitos políticos em relação ao Império, grande parte da população continuava excluída.

Mulheres não podiam votar.
Analfabetos também eram impedidos de participar das eleições.
Soldados rasos e membros de ordens religiosas submetidos a voto de obediência igualmente tinham restrições.
Como consequência, apenas uma pequena parcela da população participava efetivamente da vida política nacional.

O desgaste do sistema
Nas décadas seguintes, cresceram as críticas ao modelo.
Jovens oficiais do Exército, integrantes do movimento tenentista, denunciavam a corrupção eleitoral e o domínio das oligarquias.
Setores urbanos também passaram a exigir reformas políticas.
A crise econômica provocada pela quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, enfraqueceu ainda mais o sistema.

O fim da Política dos Governadores
Em 1930, a eleição de Júlio Prestes foi contestada pela Aliança Liberal.
Poucos meses depois, a Revolução de 1930 levou Getúlio Vargas ao poder e encerrou a chamada República Velha.
Com isso, também terminou o sistema político conhecido como Política dos Governadores.

O legado histórico
A Política dos Governadores garantiu estabilidade institucional durante parte da Primeira República, mas também consolidou práticas de concentração de poder, exclusão política e influência das oligarquias estaduais.
Compreender esse período ajuda a entender por que tantos movimentos políticos e militares surgiram nas décadas seguintes defendendo reformas eleitorais, maior participação popular e mudanças no funcionamento do Estado brasileiro.

O que dizem os documentos históricos?

A Política dos Governadores está documentada em mensagens presidenciais, atas do Congresso Nacional, correspondências entre líderes políticos e documentos preservados pelo Arquivo Nacional, pela Biblioteca Nacional, pelo CPDOC da Fundação Getulio Vargas e pela Câmara dos Deputados. Historiadores como José Murilo de Carvalho, Boris Fausto, Lilia Moritz Schwarcz, Hélio Silva e José Maria Bello demonstram que esse sistema foi resultado de acordos políticos entre o governo federal e as oligarquias estaduais, sendo um dos elementos centrais da chamada República Velha.

A Política dos Governadores moldou a política brasileira por mais de 30 anos. Embora tenha contribuído para a estabilidade institucional, também limitou a participação política de grande parte da população e fortaleceu o poder das oligarquias estaduais.


Você acredita que ainda existem práticas políticas herdadas desse período?



Compartilhe sua opinião com respeito e baseada em fatos históricos.



fonte:
Série: Histórias do Brasil que Quase Não Aparecem nos Livros

O Que Viria Após a Lei Áurea no Terceiro Reinado?

  

  

A assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, costuma ser apresentada como o fim da escravidão e, ao mesmo tempo, como o início do abandono dos antigos escravizados pelo Estado Brasileiro. Tornou-se comum afirmar que a abolição ocorreu sem qualquer planejamento para integrar os libertos à sociedade.

Entretanto, essa interpretação é contestada pela historiografia, que sustenta que os principais líderes do movimento abolicionista possuíam projetos concretos para o período pós-abolição, projetos que acabaram interrompidos pela Proclamação da República, em 1889.
A própria Lei Áurea era extremamente breve, composta de apenas dois artigos. Sua função era extinguir juridicamente a escravidão, sem estabelecer medidas administrativas para a fase seguinte. Essa característica não significava ausência de propostas, mas refletia a natureza da lei: eliminar imediatamente a instituição escravista e reconhecer os antigos escravizados como cidadãos livres do Império.
Havia um amplo consenso entre os abolicionistas de que a emancipação deveria ser seguida por políticas de integração social. Embora existissem diferenças entre seus projetos, eles convergiam em alguns objetivos fundamentais: alfabetizar os libertos, ampliar o acesso à educação, promover sua inserção no mercado de trabalho e facilitar o acesso à propriedade da terra. O pós-abolição era visto como uma etapa indispensável para consolidar a liberdade conquistada em 1888.
Entre os principais defensores desse programa destacava-se André Rebouças. Sua proposta de "democracia rural" previa a distribuição de pequenos lotes de terra aos antigos escravizados, permitindo-lhes formar uma classe de pequenos proprietários independentes. Para Rebouças, a verdadeira emancipação somente seria alcançada quando a liberdade jurídica fosse acompanhada pela independência econômica.
O movimento abolicionista também contava com intensa participação feminina. Diversas associações organizadas por mulheres promoviam a alfabetização de escravizados ainda antes da abolição e planejavam expandir essas iniciativas após 1888.
Personalidades como a Princesa Isabel, Maria Amanda Paranaguá Dória (Baronesa de Loreto), Leonor Porto e outras lideranças femininas atuavam como patrocinadores financeiras de sociedades dedicadas à educação popular, ao amparo da infância e à formação cívica dos futuros cidadãos livres. Por iniciativa desses abolicionistas foi fundada a Associação Protetora da Infância Desamparada em 29 de julho de 1883, data do aniversário de Dona Isabel com a finalidade de criar asilos agrícolas, onde eram educadas crianças de escravos, pobres, abandonadas, órfãos ou ingênuos. O primeiro asilo recebeu o sugestivo nome de Santa Isabel. No currículo estavam ensinamentos de educação moral e religiosa, primeiras letras e educação agrícola.
Um outro órgão destinado a menores desamparados, visando uma formação agrícola, foi a Colônia Orfanológica Isabel, criada em 1874 em Pernambuco com apoio de Dona Isabel e a Baronesa de Loreto. O objetivo de sua criação era o de ser uma escola agrícola para os órfãos e libertos.
Segundo o Historiador Roderick J. Barman, a visão social de Dona Isabel era orientada pelo ultramontanismo entre os católicos, dispostos a estabelecer a Igreja e a autoridade Papal como uma força independente nos assuntos públicos, que falasse como autoridade moral, e já não tinham tolerância para com o regime escravocrata no Brasil e exigiam a participação ativa dos leigos na Abolição da Escravidão.
A luta antiescravista da Princesa Isabel giravam ao redor de um abolicionismo católico, afinado com a visão do papa e dos bispos. Ou seja, estavam baseadas num abolicionismo redentor, doador da liberdade, previdente, pacífico. E, acima de tudo, esse abolicionismo deveria garantir a formação de libertos ordeiros, catolicamente civilizados e fiéis à Igreja e à sua concepção de sociedade e política”
“O pessimismo científico de adeptos de teorias sobre a degeneração das raças nos trópicos, em relação aos negros brasileiros não convencia dona Isabel. Seu catolicismo, nesse caso, servia-lhe de argumento na crença de que poderia favorecer a integração do negro livre na sociedade."
Essas iniciativas demonstram que a preocupação com o destino dos libertos antecedia a assinatura da Lei Áurea.
Os abolicionistas acreditavam que o chamado Terceiro Reinado, sob D. Isabel, permitiria a chegada do Partido Abolicionista ao poder. Somente então seria possível implementar reformas estruturais capazes de integrar efetivamente os antigos escravizados à sociedade brasileira. A abolição era vista como o início de uma profunda transformação nacional, frequentemente descrita por seus defensores como a "segunda independência do Brasil".
O projeto social do Terceiro Reinado seria pautado na recriação de uma ordem social cristă tinha como modelo retrospectivo a cristandade medieval ao mesmo tempo que sustentava uma teoria da práxis pública dos católicos. Por meio da chamada doutrina social da Igreja, buscava uma terceira via entre o liberalismo e o socialismo como forma de intervenção na sociedade. Esse era o meio considerado legítimo de obtenção da adesão das camadas populares para a causa católica, em oposição a uma oligarquia burguesa anticlerical.
Contudo, esses planos não chegaram a ser executados. A Proclamação da República, em novembro de 1889, alterou completamente o cenário político. O novo regime rompeu com o projeto dos abolicionistas, desarticulou suas lideranças e impediu que as reformas sociais previstas fossem colocadas em prática. Em vez de promover políticas voltadas aos libertos, prevaleceram os interesses das antigas elites proprietárias, o que contribuiu para a permanência dos problemas sociais herdados do período escravista.
Dessa forma, atribuir aos abolicionistas ou à própria Lei Áurea a responsabilidade pela ausência de políticas públicas posteriores constitui um equívoco histórico. Os projetos existiam, mas dependiam da permanência do grupo político que conduziu a abolição e que esperava governar o país após 1888. Com a mudança de regime, essas propostas foram interrompidas antes de sua implementação.
O grosso da população imigrante foi recrutada para a lavoura, a iniciativa de trazer imigrantes europeus para o Brasil era ainda respaldada pela ideia de “embranquecimento” da população, a meta era miscigenar a população com brancos para “curar as feridas” de séculos de miscigenação entre indígenas, negros e brancos. De modo geral percebemos que o interesse das elites e do governo Repúblicano era excluir o negro do plano político, social e econômico.
Com a abolição, houve uma mudança nas relações de trabalho para que a cafeicultura em algumas cidades pudessem permanecer. Apesar de terem sido libertos, muitos não tinham para onde ir ou no que trabalhar. Essas pessoas enfrentaram muita dificuldade, então para muitos, continuar talvez tenha sido a única opção.
O sistema de parceria consistia na proposta do trabalhador livre permanecer na fazenda e, em troca, continuava trabalhando nas grandes plantações de café. Além de ocupar uma parcela de terra, podiam produzir suas hortas e ter criações. Apesar do fim da escravidão, ainda havia uma linha de continuidade dessa experiência.
Assim, a pergunta "o que viria depois da Lei Áurea?" pode ser respondida da seguinte forma: na visão dos líderes abolicionistas, viria uma ampla agenda de reformas sociais baseada na educação, na distribuição de terras, na cidadania e na integração econômica dos libertos. Esses projetos, entretanto, permaneceram apenas como um programa político inacabado, interrompido pelos acontecimentos que levaram ao fim do Império e ao início da República. Fonte: Silva Arantes, Adlene Colônia Orfanológica Isabel: uma escola para negros, índios e brancos (Pernambuco 1874-1889)/ Princesa Isabel do Brasil: gênero e poder no século XIX. Roderick J. Barman/ Princesa Isabel Entre o Altar e o Trono: Catolicismo e Abolicionismo no Projeto de Terceiro Reinado. Por Robert Daibert Junior

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