segunda-feira, 24 de março de 2025

A história da América é marcada por eventos fundamentais que moldaram o destino do continente, como as conquistas europeias e os movimentos de colonização e de independência.

Quadro A Batalha de Long Island, no contexto da independência dos Estados Unidos, um dos principais acontecimentos da história da América.

 "A história da América é marcada por eventos fundamentais que moldaram o destino do continente. A descoberta da América, liderada por Cristóvão Colombo em 1492, abriu as portas para uma nova era de exploração e intercâmbio cultural, desencadeando o grande intercâmbio colombiano. Na Era Pré-Colombiana, civilizações avançadas — como os maias, astecas e incas — floresceram, destacando-se pela diversidade cultural e pelas conquistas tecnológicas.

A colonização da América, com suas nuances regionais, trouxe consigo desafios éticos e intercâmbio cultural, enquanto a descolonização, ao longo dos séculos, testemunhou movimentos independentistas e guerras, reconfigurando o mapa geopolítico do continente. A independência da América, ocorrida em diferentes momentos e regiões, foi evidenciada pela Guerra da Independência dos Estados Unidos no século XVIII, liderada por Simón Bolívar na América do Sul, e pelos movimentos na América Central e Caribe, consolidando o surgimento de nações soberanas e autônomas. Esses eventos históricos formam a tapeçaria complexa que define a trajetória das Américas ao longo dos séculos."


fonte:

Veja mais sobre "História da América" em: https://brasilescola.uol.com.br/historia-da-america

sábado, 22 de março de 2025

Sem água pura, não há vida segura! Água é tudo, preserve essa ideia! 22 de março Dia Mundial da água!

Cachoeira de Lindóia - Rio Urubu

Visando a nossa sobrevivência e da necessidade urgente de manter esse recurso disponível, surgiu o Dia Mundial da Água. A data foi criada no dia 22 de março de 1992 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e visa à ampliação da discussão sobre esse tema. No mesmo período, foi feita a Declaração Universal dos Direitos da Água, que é ordenada em dez artigos a seguir: 

1- A água faz parte do patrimônio do planeta;
2 - A água é a seiva do nosso planeta;
3 - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados;
4 - O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos;
5 - A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores;
6 - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo;
7 - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada;
8 - A utilização da água implica respeito à lei;
9 - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social;
10 - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra."

O Estado do Amazonas tem grande importância neste contexto, pois A bacia do rio Amazonas representa cerca de 20% de toda a reserva de água doce do mundo. O Rio Amazonas é o rio mais caudaloso do planeta, com uma vazão média de 210 mil metros cúbicos de água por segundo. E isso aumenta a responsabilidade de cada cidadão amazonense em reservar esse legado que Deus e a natureza nos deu. Mas lamentavelmente, muita gente não dá a devida importância a isso e o resultado, se vê claramente nesse período de inverno amazônico, onde a capital do Estado e a área urbana de vários de seus municípios, são afetados com desbarrancamento de encostas, desmoronamentos, entupimento de boieiros e alagamentos de bairros e vias públicas, que tem gerado muitos prejuízos a muitas pessoas, principalmente as que mora em áreas de risco. 

Além do fato, que  a água é essencial a vida, a qualidade de vida! Por isso devemos preservar as fontes de água potável, preservando limpos e cuidando do meio ambiente, sem dispersar copos, garrafas descartáveis e qualquer outro tipo de resíduo poluente líquido ou sólido no meio ambiente. 

Vamos ajudar a preservar e conservar as nossas fontes de água potável, evitar o desperdício no uso da água servida em nossas casas e repassar essa ideia, principalmente para as crianças, orientando elas de não dispersar lixo dentro de sua própria casa e não jogar lixo na rua, na escola, nos espaços públicos, a não ser, dentro das lixeiras. 

Em Itacoatiara não é diferente, pois é aqui que o Rio Amazonas recebe seu nome e o meio ambiente local, está sujeito ao impacto causado pelo descarte indevido dos resíduos sólidos, tendo em vista que a cidade é permeada por igarapés, aningais e cercada por uma frondosa área verde. Não é atoa, que o hino da cidade faz menção ao nosso belo ecossistema: vestida bem de verde com a esperança e que é filha de um grande Amazonas. Mas para que vivamos e sejamos felizes, precisamos cada um de nós, fazer a por merecer tudo isso e repassar esse legado as crianças, ajudando elas a entenderem desde cedo a importância da água e do papel de todos com a saúde de nossa cidade e de nosso planeta. 

Afinal temos o grande Rio Amazonas, que nasce no Peru e deságua no oceano Atlântico,  banha nossa cidade, o rio Urubu, o grande lago lago do Canaçari, o rio Arari, o lago de Serpa, onde está o     Mirante de Serpa, o Jacarezinho, onde está o banho do Raimundinho Almeida, o igarapé do Doca Rattes, que divide o Bairro da Colônia com o Centenário, a ilha do Risco que possui mais de 10 lagos no seu interior, a Ilha do Soriano, a ilha da Maquira, a cachoeira de Lindóia, o rio Carú onde está o banho do Jordão, as praias de areias brancas e limpas da região do rio Urubu, em fim, o município de Itacoatiara, conta com um imenso potencia hídrico e turístico que precisa ser preservado. E cada cidadão da cidade e do interior e visitante desses e demais locais com esse potencial, tem que ajudar a preserva-los, tendo o mínimo de consciência ambiental para ajudar a preservar nossas fontes hídricas e todos os nossos recurso naturais e as crianças, precisam de orientação nesse sentido.

Orienta-las a não desperdiçar água, pois as plantas, os animais e os serem humanos, em fim tudo e todos, precisam de água e um ambiente limpo e saudável para a preservação da vida no planeta. Se cada um fizer a sua parte, teremos um meio ambiente melhor e água pura e em abundância para as futuras gerações.



terça-feira, 18 de março de 2025

Porto de Itacoatiara em 1957

 
RMS Hillary (Porto de Itacoatiara)_1957 – Flagrante capturado no porto do antigo mercado municipal de Itacoatiara vendo-se, posando para o registro histórico, o casal de passageiros Nilo e Gilberta Müller, embarcados no famoso paquete transatlântico inglês RMS "Hilary", da companhia de navegação ‘Booth Line’, visto atracado ao fundo. Na imagem, o casal posa ao lado do marco erigido na entrada da escada que dava acesso a rampa de embarque. No horizonte a paisagem magnífica da margem direita do Rio Amazonas coberta pela exuberante mata virgem. Destaques: A Booth Line – ou ‘Booth Steamship Company’, sua razão social - foi uma das mais longevas e prestigiadas companhias de navegação a servirem a Amazônia com regularidade. Fundada por Alfred Booth em 1866, e possuindo uma frota de mais de uma centena de navios de carga e passageiros - alguns de grande luxo, como o ‘Anselm’, o ‘Ambrose’, o ‘Hildebrand’, e o próprio ‘Hilary’ – a Booth efetuava todos os meses uma longa viagem transatlântica, partindo do porto inglês de Liverpool (sede da empresa) até Manaus, com escalas em Le Havre (França), Vigo (Espanha), Porto, Lisboa e Funchal, na Ilha da Madeira (Portugal); Barbados e Trinidad (Antilhas); e Belém do Pará. Eram navios imensos, dotados da melhor tecnologia naval e do conforto que a época podia proporcionar, com biblioteca e salão de leitura, ‘fumoir’, sala de ginástica, restaurante, luz elétrica e outras comodidades. Durante a I Guerra Mundial (1914-1918), muitos destes transatlânticos foram convertidos em naves bélicas, com alguns deles afundados durante o conflito. Tendo sobrevivido como companhia autônoma por mais de um século, a velha Booth Line foi, enfim, já bastante sucateada, totalmente absorvida, em 1975, pela ‘Blue Star Ship Management Company’ (Blue Star Line), do grupo Vestey – que já detinha a propriedade da empresa desde 1946 - operante até os dias atuais apenas com navios de carga; tendo as viagens para passageiros com destino à América do Sul cessado em 1972.


Fonte: Manaus Sorriso, com informações colhidas na Wikipédia e no site ‘The Ship List’, disponíveis on line – Foto: A. s. d

domingo, 16 de março de 2025

A Veneza das as américas, a impressionante metrópole construída pelos Astecas, dois séculos antes da chegada dos europeus.



Crédito,Thomas Kole/Retrato de Tenochititlan Legenda da foto,
Tenochtitlán era o centro político e religioso dos mexicasArticle informationAuthor,Darío Brooks
Role,BBC News Mundo
14 março 2025


"Esta grande cidade de Temixtitán foi fundada nesta lagoa salgada... Ela tem quatro entradas, todas com calçadas feitas a mão, com a largura de duas lanças de cavaleiros. É uma cidade tão gloriosa quanto Sevilha e Córdoba [na Espanha]."

"Suas ruas principais são muito largas e retas. Algumas delas e todas as demais são metade de terra, metade com água, onde eles andam com suas canoas."

Foi assim que o explorador espanhol Hernán Cortés (1485-1547) descreveu a cidade de México-Tenochtitlán (Temixtitán, segundo seu entendimento), em um dos mais antigos relatos escritos (1520) de como era o centro político e social dos mexicas, como também eram chamados os astecas que viviam no sul do México e na América Central.

México-Tenochtitlán e sua cidade-gêmea, México-Tlatelolco, causaram assombro nos espanhóis, devido ao seu avançado grau de urbanização.

"Esta cidade tem muitas praças, onde existem mercados permanentes e trabalhos de compra e venda", prossegue Cortés.Pule Mais lidas e continue lendoEla tem outra praça, com cerca do dobro do tamanho da cidade de Salamanca [na Espanha], toda cercada por portais ao seu redor, onde, todos os dias, há mais de 70 mil almas comprando e vendendo; onde há todos os gêneros de mercadorias encontrados em todas as terras, desde mantimentos e víveres, até joias de ouro e prata, chumbo, latão, cobre, estanho, pedras, ossos, conchas, caracóis e plumas."

No momento da sua chegada, a cidade vivia uma das suas épocas de maior esplendor.

Os mexicas haviam fundado México-Tenochtitlán mais de dois séculos antes da chegada dos espanhóis. Neste período, eles se tornaram a maior potência militar da Mesoamérica – a região política e cultural onde, hoje, fica o centro e sul do México.

O ano de fundação da cidade é motivo de debates entre os especialistas. Mas se acredita que possa ter ocorrido na primeira metade do século 14.

Na época moderna, o governo mexicano fixou uma data para sua fundação: 13 de março de 1325. Por isso, a antiga cidade pré-hispânica, que viria a se tornar a Cidade do México, comemora em 2025 seus 700 anos.
Tenochtitlán

Crédito,Thomas Kole/Retrato de Tenochitlan

Legenda da foto,Tenochtitlán foi construída sobre ilhotas que se estenderam sobre o lago de Texcoco, no Vale do México
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"O império estava em sua expansão máxima. A cidade detinha sua maior riqueza", conta à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) Federico Navarrete, especialista em história da América pré-hispânica e pesquisador da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam).

Cortés e outros cronistas da época produziram descrições verbais e representações gráficas da cidade. Mas, nos últimos cinco séculos, a imagem mais detalhada foi a publicada em 2023, pelo desenvolvedor de software holandês Thomas Kole.

Ele passou um ano e meio liderando um projeto chamado "Retrato de Tenochtitlán", o trabalho mais detalhado sobre a cidade mexica já publicado. Ele oferece uma perspectiva única de qual teria sido a aparência da metrópole pré-hispânica.

"É fascinante observar o que eles inventaram: seu conceito de cidade, como a organizaram e a distribuíram", destaca Kole. Uma de suas especialidades é a modelagem artística tridimensional por computador.

O coração do domínio mexica

Além das descrições de Cortés, outra das crônicas mais comentadas sobre Tenochtitlán é a do frade espanhol Bernardino de Sahagún (c.1499-1590). Ele descreve como os europeus ficaram surpresos quando encontraram México-Tenochtitlán e os locais ao seu redor.

"Vimos coisas tão admiráveis que não sabíamos o que dizer, nem se era verdade o que aparecia à nossa frente. De um lado, em terra, havia grandes cidades e, na lagoa, outras tantas."

"Víamos tudo repleto de canoas e, nas calçadas, muitas pontes entre um trecho e outro. E, adiante, estava a grande cidade do México", descreveu o frade espanhol.

E não era para menos.

Os mexicas eram um grupo de indígenas nahuas que, segundo a tradição, emigrou de um local mitológico chamado Aztlán e fundou sua cidade onde, hoje, fica a Cidade do México. Eles conseguiram fundar uma cidade entre as ilhotas e a água do grande lago de Texcoco.

Kole explica que trabalhou durante um ano e meio com diversos especialistas e fontes para dar forma à sua visão de México-Tenochtitlán e sua cidade-irmã, México-Tlatelolco.

"Comecei por curiosidade, técnica e pessoal, porque estava lendo sobre o assunto e não conseguia visualizar qual aspecto teria aquela cidade", ele conta. "Pensei que, talvez, pudesse utilizar a tecnologia para visualizá-la, primeiro para mim, depois, quem sabe, para os demais. Foi assim que começou."

Kole afirma que observar como uma civilização que evoluiu sem a influência de outros continentes conseguiu desenvolver um conceito de cidade, como ocorreu em outras civilizações, foi extraordinário.

"Em muitos aspectos, eles chegaram às mesmas conclusões que em outros lugares: o poder no centro, os ricos com casas maiores e os camponeses nas fazendas."

"Muitas de nossas ideias sobre as cidades e seus elementos básicos se aplicam a Tenochtitlán, mas eles fizeram à sua maneira, o que, para mim, parece muito interessante", comenta ele.

Tenochtitlan

Crédito,Thomas Kole/Retrato de Tenochitlan

Legenda da foto,A urbanização de Tenochtitlán era retilínea, com calçadas e canais que conectavam seus quadrantes e outras ilhas
Tenochtitlan

Crédito,Thomas Kole/Retrato de Tenochitlan

Legenda da foto,No centro de México-Tenochtitlán, os mexicas construíram grandes centros cerimoniais

Segundo mostram as fontes, no centro da cidade mexica, ficava instalado o poder dos seus altos governantes e sacerdotes, que moravam em palácios. Nas imagens produzidas por Kole, podemos observar essas grandes estruturas, mais altas e piramidais, bem como os centros cerimoniais mexicas.

Em Tlatelolco, havia também um dos maiores mercados existentes na época, não apenas na Mesoamérica, mas no mundo inteiro. Ali, as pessoas comercializavam produtos de todo tipo, trazidos dos domínios mexicas – que, com a Tríplice Aliança com seus vizinhos de Texcoco e Tlacopán, dominaram boa parte da Mesoamérica.

"A parte mais difícil [para realizar a modelagem] foi não ter bons mapas daquela época", conta Kole.

"É provável que os mexicas tivessem mapas detalhados da sua cidade. Por serem muito burocráticos, eles os teriam provavelmente utilizado para solucionar disputas ou traçar fronteiras. Mas eles não existem mais, foram perdidos ou queimados, provavelmente durante a conquista [espanhola]."

As fontes disponíveis mostram que Tenochtitlán era formada por calçadas e canais de água, que conectavam as diferentes ilhotas. A cidade se expandiu ao longo de dois séculos ampliando essas ilhas, com grande conhecimento e técnica de manejo da água.

Segundo Navarrete, o que os espanhóis encontraram, na verdade, foi o resultado de dois milênios de aprendizado e gestão da vida lacustre.

"Tudo parece indicar que, no local onde foi fundada Tenochtitlán, havia um assentamento anterior de otomis, como sugerem diversos autores", explica o historiador. "Esta cidade seria anterior à fundação de Tenochtitlán."

"Mas, em termos gerais, podemos afirmar que essa cidade que conhecemos como México-Tenochtitlán durou cerca de 200 anos."

Tenochtitlan

Crédito,Thomas Kole/Retrato de Tenochitlan

Legenda da foto,Segundo a tradição, os mexicas teriam emigrado de um local mitológico chamado Aztlán e fundado sua cidade onde, hoje, fica a Cidade do México

Além das fronteiras de Tenochtitlán

O trabalho de Kole tentou dar uma ideia além da simples visualização de como era México-Tenochtitlán, uma cidade repleta de atividade.

Ele destaca como é fascinante "imaginar o aroma do ar salgado" e dos produtos da cozinha, como o pimentão assado. Ou ouvir "o som do idioma náuatle e das canoas nos canais", enquanto sentimos o calor e escutamos as aves.

Além do descrito por Cortés, outras fontes existentes sobre Tenochtitlán foram produzidas anos ou décadas depois. Isso representa um desafio para os pesquisadores da época. Mas Kole explica que não descartou estas fontes.

"É preciso reconstruir a partir de material mais recente – dezenas de anos depois da conquista, com um pouco de sorte, ou séculos depois", segundo ele. "É tudo o que existe para se trabalhar."

"Temos, por exemplo, descrições escritas de partes da cidade, alguns mapas e sondagens arqueológicas, mas eles frequentemente se contradizem. É preciso decidir como conciliar estas fontes contraditórias em algo que seja razoável."

A arquitetura de certos palácios, centros cerimoniais e mercados foi o que exigiu mais trabalho para projetar uma visão de Tenochtitlán. Um dos aspectos mais chamativos é o Templo Maior – um centro cerimonial mexica, localizado nas imediações do que hoje constitui a Praça da Constituição (o Zócalo), na Cidade do México, e suas quadras vizinhas.

Diversas fontes indicam que existiam ali quase 80 estruturas, que Kole representou com palácios e pirâmides.

Tlatelolco

Crédito,Thomas Kole/Retrato de Tenochitlan

Legenda da foto,Tlatelolco, cidade-gêmea de Tenochtitlán, abrigava um dos maiores mercados do mundo na época
Tenochtitlan

Crédito,Thomas Kole/Retrato de Tenochitlan

Legenda da foto,Os mexicas planejaram cuidadosamente o desenvolvimento da cidade de Tenochtitlán

Tenochtitlán também tinha escolas, que formavam guerreiros e sacerdotes. E também milhares de moradias e oficinas para sua população, que praticava diferentes ofícios. Havia desde artesãos até agricultores.

As fontes discordam sobre o tamanho da cidade. Os números variam de 50 mil até 200 mil habitantes. Mas havia, sobretudo, uma grande movimentação, com milhares de pessoas entrando e saindo da cidade, por terra ou pela água.

Federico Navarrete explica que, diferentemente da ideia de ser uma cidade solitária em meio a um grande lago, toda a região do Vale do México, na verdade, era ocupada por diversas cidades, tanto nas ilhotas quanto nas margens do lago.

"Texcoco, Coyoacán, Iztapalapa... muitas cidades que já existiam antes de Tenochtitlán."

"O que temos no Vale do México são 2 mil anos de ocupação por cidades e México-Tenochtitlán não era uma cidade isolada, mas sim uma parte do sistema urbano do Vale do México, que incluía cerca de 50 cidades diferentes", explica ele.

Navarrete afirma que Tenochtitlán, na verdade, detinha apenas cerca de 15% da população do seu entorno.

Tenochtitlan

Crédito,Thomas Kole/Retrato de Tenochitlan

Legenda da foto,Tenochtitlán fazia parte de um conjunto de cidades no lago de Texcoco e suas margens
Una visualización panorámica de Tenochtitlan de noche

Crédito,Thomas Kole/Retrato de Tenochitlan

Legenda da foto,Thomas Kole recriou a cerimônia mexica do 'fogo novo'

De fato, a organização política da época era menos centralizada do que se acredita.

Tenochtitlán, por exemplo, era um poderoso centro urbano, devido à sua força militar. Já Tlatelolco era forte pelo seu comércio. Mas cada uma tinha seu próprio governo, em um sistema "internacional" com governos independentes, explica Navarrete.

As cidades vizinhas tinham tamanho menor, mas não eram menos avançadas do que a grande Tenochtitlán.

O cronista Francisco López de Gómara (1511-1564), por exemplo, descreveu Iztapalapa como uma cidade de "grandíssimos palácios de pedra e carpintaria muito bem trabalhados, com pátios e quatro andares e todo o serviço muito bem feito."

"Nos aposentos, muitos paramentos de algodão, ricos à sua maneira. Eles tinham refrescantes jardins de flores e árvores odoríferas, com muitas calçadas com redes de canas, cobertos de rosas e pequenas ervas, além de tanques de água doce", descreveu ele, sobre um dos locais onde Cortés e seus homens chegaram antes da capital mexica.

Seu relato indica que havia ali 10 mil casas. Em outras, como Coyoacán, havia 6 mil e, em Mexicalzingo, cerca de 4 mil.

"Estas cidades têm muitos templos, com muitas torres, que as enfeitam", escreveu López.

Kole explica que seu trabalho se concentrou apenas em Tenochtitlán e Tlatelolco. Mas ele admite que existiram muitas outras cidades no seu entorno.

"Seria interessante ver reconstruções de outras cidades, como Iztapalapa ou Texcoco, que seriam lugares históricos fascinantes", explica ele. "Mas existem ainda menos informações sobre elas do que sobre a Cidade do México."

A cidade na água

Os mexicas e os povos vizinhos detinham grande conhecimento sobre como administrar o entorno lacustre onde eles moravam.

Seus sistemas de canais, diques e açudes permitiam controlar a água e evitar inundações, em uma bacia caracterizada por sua abundante estação das chuvas. Além disso, eles também criaram uma extensa barreira de terra e pedras para separar a água doce e salgada. A própria água potável era transportada em aquedutos de forma muito eficiente.

"O que era realmente assombroso sobre estas cidades do Vale do México era sua relação com as lagoas e a forma como atingiram um desenvolvimento urbano muito avançado, de alta densidade, com uma agricultura muito produtiva, sem destruir o ecossistema das lagoas e lagos do Vale do México", destaca Navarrete. "Era um sistema de gestão hidráulica muito complexo."

"E as lagoas eram um meio de transporte para levar uma grande quantidade de materiais, de forma mais eficiente do que o outro meio disponível, que eram as pessoas carregando as coisas sobre os ombros."

Os mexicas idealizaram um sistema de agricultura em ilhotas, chamadas chinampas, que oferecia certo grau de autossuficiência alimentar, sem necessidade de trazer alimentos de terra firme.

A agricultura em chinampas é uma das poucas técnicas pré-hispânicas que ainda persistem ao sul da atual Cidade do México.

Cinco séculos depois, a Cidade do México e sua zona metropolitana enfrentam sérios problemas relacionados à água.

A região tem 20 milhões de habitantes. De um lado, ela enfrenta secas que obrigam sua população a limitar o consumo de água potável. De outro, as fortes precipitações da estação das chuvas geram sérias inundações em regiões onde, antes, havia canais naturais.

"A forma atual de gestão não tem nenhuma relação com o modo praticado pelos mexicas e por outros povos pré-hispânicos", explica Navarrete.

"O que ocorreu foi um ecocídio cometido pelos espanhóis e pelos governos mexicanos. O afundamento ocorre porque retiramos toda a água do vale."

A extração da água do subsolo gerou um problema de afundamento da cidade, que se agrava ano após ano.

"A Cidade do México é um símbolo de como não se pode vencer a água", segundo Kole. "Ela é mais forte que nós. "Você pode tentar dominá-la, mas nunca irá vencê-la."

"Acredito que esta seja uma lição que também aprendemos na Holanda. Nós aprendemos a aceitar a água e dar a ela o espaço de que ela precisa, criando um entorno mais saudável."

"Espero que o México consiga se reconciliar com isso", prossegue Kole. "A Cidade do México é um belo lugar, com uma identidade forte e única, diferente de qualquer outro local. Acredito que ela mereça existir, tem esse direito."

Tenochtitlan

Crédito,Thomas Kole/Retrato de Tenochitlan

Legenda da foto,A bacia do Vale do México sempre foi uma região de grandes afluentes. Os mexicas sabiam como controlar a água

fonte:
BBC News Mundo

sábado, 15 de março de 2025

Jair Mendes falece e deixa legado na história da cultura amazonense

Mestre Jair Mendes disse que o lugar preferido dele em Parintins é o Curral do boi Garantido (Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA)

Com pesar informamos o falecimento do artista JAIR MENDES (82 anos), pioneiro a dar movimentos nas alegorias e principalmente, no próprio boi bumbá de Parintins, que antes era feito de cipó, talas com uma estrutura reta e dura, coberta de pano. E com sua engenhosidade, deu movimento na cabeça, na orelha e em outras partes da estrutura do boi, por isso os críticos da época diziam que o nosso saudoso Jair tinha criado o boi biônico, porque passou a ter movimentos.

Jair Mendes esculpindo um busto de uma personalidade (foto G.R.E.S. - Andanças de Cigano)

Na década de 80, ele passou um período em Itacoatiara, fazendo trabalhos artísticos, onde montou a empresa J. Mendes Publicidades, no bairro da Colônia, onde fazia placas luminosas para o comércio e trabalhos artísticos para as escolas no período do 7 de setembro. E fazia refeições na casa de minha avó Anália Paula Chaves, que era especialista na culinária regional, em especial na produção de doces. Nessa época, Jair Mendes teve como ajudantes e aprendizes de sua arte, o Alemão e o Arialdo Guimarães, o Sabá do Zé do Icó entre outras jovens aristas da época. Nesse período, eu era garoto e vi ele trabalhar nas suas criações com maestria e virei seu admirador, pela sua genialidade com a criação artística. E mesmo estando aqui em Itacoatiara naquele período, já produzia algumas fantasias e desenhava figurinos sofisticadíssimos de tuxauas, tribos e demais destaques do boi Bumbá Garantido, com apliques de pastilhas de espelhos, painéis de cenários amazônico com movimentos mecânicos, dando efeito de movimento.

Ele era o artista que projetava todas a arte da apresentação do boi vermelho da ilha tupinambarana. E ainda chegou a fazer um boi aqui na Velha Serpa, para depois levar para Parintins, para que os organizadores do boi contrário, não pudessem descobrir as novidades na articulação da estrutura do boi, que estava criando. Lembro que na época, ele produziu o sapato do tripa, em formato de patas pretas, que junto com a calça comprida branca, perecesse com as pernas de um boi real, para dar peso ao julgamento do item boi na arena.

Mendes era muito criativo e detalhista, também foi precursor da serigrafia em Itacoatiara, arte na produção de telas, que fazia a pintura de camisa em séries e grande quantidade. Inclusive aprendi a arte serigráfica e cheguei a pintar camisas e ganhar um bom dinheiro com meu amigo Lineu Lima na década de 90, quando éramos bem jovens!

O tempo passou e chegou a idade, e o velho guerreiro foi acometido de uma enfermidade grave por longo período, que acabou tirando-lhe a vida, nessa tarde chuvosa de hoje. E como um lamento de raça, "o índio chorou, o branco chorou, todo mundo está chorando, ai, ai, que dor". Deixou seu herdeiro cultural o seu filho Jairzinho, que tem a mesma genialidade do pai!

Deixou também a cidade de Parintins em pranto e luto profundo. E sensibilizado com tamanha perda, o prefeito Mateus Assayag, decretou luto de 3 dias, pela passagem de uma das maiores figuras da cultura do lugar, que deixou seu extraordinário legado e ajudou a alavancar e dar a projeção, ao Festival Folclórico de Parintins e de certa forma o potencial da cultura amazônica para o mundo. Que Deus traga o consolo a família Mendes, a seus amigos e a toda comunidade parintinense e simpatizantes do boi bumbá Garantido.

sexta-feira, 14 de março de 2025

Fileto Pires Ferreira, ex-governador do Amazonas que inaugurou o Teatro Amazonas

 

Fileto Pires Ferreira, nasceu no dia 16 de março de 1866, no município de Barras - Piauí, foi Governador do Amazonas de 1896 a 1898. Militar, serviu em Manaus. Foi superintendente de Tefé. Em 1893 foi eleito deputado federal pelo Amazonas, sendo a seguir reeleito e em 1896, eleito governador do estado para o período que sucedia a Eduardo Ribeiro. Foi deposto com um golpe político. Faleceu no Rio de Janeiro como general em 1917.

Sabe aquela história do papagaio que come milho e o periquito que lava a fama, pois é. Eduardo Ribeiro em sua gestão, acelerou a obra de construção do Teatro Amazonas, mais saiu do governo e não conseguiu finaliza-la, coube ao governo seguinte, de Fileto Pires dar continuidade e inaugurar a obra, em 31 de dezembro de 1896.

 

No município de Itacoatiara-AM, tem uma rua que circunda a orla do Rio Amazonas no bairro da Colônia, com o nome de Fileto Pires em sua homenagem. O logradouro tem início no centro, na esquina da Avenida 15 de novembro, próximo ao porto público da cidade e finaliza na esquina da rua Moreira César no bairro da Colônia.




fonte:

Arquivo Frank Chaves

Manaus de Antigamente

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ALBUM DE ITACOATIARA