segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

35 ANOS DO PT: LUTA E AGONIA

 
O mar de lama que o PT vem espalhando pelo Brasil provoca em todas as classes e segmentos sociais responsáveis um total descontentamento com indignação e revolta. A corrupção campeia, a imoralidade reina com graves perdas na política institucional e nos processo democráticos com ênfase no fortalecimento dos movimentos sociais. É nesta conjuntura que o PT de Lula e Dilma completa 35 anos de luta e agonia, mais agonia que luta.
Por esta razão alguns dirigentes do partido propuseram fazer um registro com pouco alarde, mais reflexivo, com foco no resgate da política e na valorização das instituições democráticas numa perspectiva do reordenamento do partido. Proposta esta vencida pelo lulismo que definiu a favor do foguetório da mídia, incentivando manifestações de massa por todo o país, visando à defesa do governo Dilma Rousseff e do PT como pai do Bolsa família.
E assim fizeram na sexta-feira (6), nas Minas Gerais, na capital do Estado, quando iniciaram as comemorações dos 35 anos do PT sob a batuta do Lula, da Dilma e dos governadores do partido embalados pelos militantes acríticos a gritar lula lá. O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, em sua fala lembrou a época em que ficou preso, junto com Rui Falcão, na prisão da Ilha das Pedras Brancas, no Lago Guaíba, no Rio Grande do Sul, durante a ditadura militar. E disse que a história do PT foi sempre uma história de luta e agonia, agora não é diferente. Não satisfeito, o governador Pimentel, na busca de garantir certa unidade, afirmou que a oposição a Dilma e ao PT querem a volta da ditadura:
“Nós somos o partido que nunca temeu. Mas não aceitamos os pré-julgamentos. O que eles querem é o retrocesso político. Dormem e sonham com a volta da ditadura. Isso não aceitamos”.
O discurso apologético do governador de Minas fez lembrar o trabalho da pesquisadora Margaret E. Keck, Ph. D. da Columbia University, publicado no Brasil em 1991, pela Ática, sob o titulo: PT a lógica da diferença. Neste trabalho de fundo pautado em entrevistas, documentos originários do partido e outras fontes, a autora definiu com todas as letras a importância do PT como fato novo entre as instituições políticas brasileiras e passa a enumerar as razões, que historicamente se justificam, vejamos:
“Primeira, porque ele se propõe a ser um partido que expressava os interesses dos trabalhadores e dos pobres na esfera política; segunda, porque procurou ser um partido internamente democrático; e por fim, porque queria representar todos os seus membros e responsabilizar-se perante eles pelos seus atos” (p.271). Os fatos presentes refutam as motivações originárias.
Que o PT faça aniversário tudo bem, mas que venha festejar em praça pública não deixa de ser um “tapa na cara” daqueles que confiaram o presente e o futuro do Brasil a este partido hoje marcado pela corrupção, desmando e malversação de verba pública.

Ademir Ramos

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Região amazônica receberá investimentos para reforma e construção de 80 aeroportos

Os 80 aeroportos que receberão os investimentos foram escolhidos estrategicamente (confira no mapa abaixo).
O avião, transporte cada vez mais popular no Brasil e no mundo, ainda é um meio escasso na região amazônica, onde o tempo de deslocamento é medido por dias de barco ou por horas de voo. Para mudar essa realidade, a Secretaria de Aviação Civil (SAC) investirá R$ 2 bilhões na construção ou reforma de 80 aeroportos regionais em oito estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Mato Grosso. A medida integra o Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional, apontado como prioridade do governo federal para o setor.
  

Os 80 aeroportos que receberão os investimentos foram escolhidos estrategicamente (confira no mapa acima). A dificuldade de acesso ao local foi decisiva para isso. O programa pretende deixar 96% da população a pelo menos 100 km de um terminal. As primeiras licitações devem ser lançadas a partir de julho deste ano. Do total, nove serão construídos do zero. São eles: Codajás (AM), Jutaí (AM), Maraã (AM), Uarini (AM), Cametá (PA), Ilha de Marajó (PA), Bonfim (RR), Rorainópolis (RR) e Mateiros (TO). Esses aeroportos levam, em média, até 30 meses para ficarem prontos, a partir da apresentação do projeto. Para a reforma, a estimativa é de 8 a 18 meses.
Para o ministro, o enfoque na região amazônica permitirá não só a interiorização do transporte aéreo, como também do desenvolvimento econômico da área. “Vamos integrar o Brasil para que todos os brasileiros tenham acesso a um transporte que um dia atendeu apenas uma parcela da população e hoje é quase popular”, comemora Padilha.
Por esse ângulo, a região demanda essa necessidade de democratização do transporte aéreo. Em grande parte dos estados do Norte, driblar os desafios para se deslocar faz parte da rotina da população. A cheia do rio, a estiagem ou os constantes alagamentos de estradas podem custar a vida de uma pessoa ou causar enormes prejuízos aos ribeirinhos que fazem de pequenos comércios seu ganha pão.
É o caso do professor Dalcides Santana, de 45 anos. Ele sofre de problemas cardíacos e precisa se deslocar duas vezes por mês para fazer o tratamento em Belém. Como mora em Portel, na Ilha de Marajó (PA), onde o acesso por estrada é precário, ele perde muitas horas para chegar à capital paraense. Desse modo, ele tem duas opções: um barco, que demora 17 horas de viagem e custa entre R$ 90 e R$ 130 o trecho; ou ir de lancha, um serviço recente na região, que demora 7 horas e não fica por menos de R$ 140. “Como eu, todo mundo aqui depende do rio para se locomover. Para chegar à capital eu precisei contar com a ajuda de outras pessoas. O serviço ainda é caro e a viagem é muito cansativa”, contou.
Diante desse cenário, o capitão-de-mar-e-guerra da Marinha, Eduardo Santana, explica que somente na Amazônia Ocidental, composta por Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima, há 40 mil quilômetros de rios navegáveis. “Aqui, os rios são as nossas estradas. No período da seca, mercadorias que são transportadas normalmente em uma embarcação, tem que ser divididas em duas. Isso aumenta o frete para o empresário. Em contrapartida, um barquinho pequeno não consegue nadar contra a correnteza em tempos de cheia”, explicou.

Impulsão para o turismo na região
Além de aproximar a população e conectar melhor o país, o programa de aviação regional, criado em junho de 2013, pretende interiorizar o desenvolvimento econômico. Hoje, o PIB da região Norte representa 5,3% do país, ou seja: R$ 53 bilhões. Pesquisa do Fórum Econômico Mundial mostrou que o Brasil lidera o ranking dos países quando o assunto é “atrativo natural”. E a Amazônia tem grande influência nesse resultado. Mas, segundo o anuário da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Norte ainda é a região onde menos se voa no Brasil.
“O patrimônio natural é uma das principais vantagens comparativas do Brasil. Investimentos bem aplicados, a melhoria da infraestrutura e do capital humano têm a capacidade de transformar esse estoque potencial de riqueza turística em empregos, renda e divisas, atraindo investimentos”, afirmou o ministro do Turismo, Vinicius Lages.

Passagens mais baratas
Não adianta, no entanto, construir aeroportos modernos e acessíveis sem um incentivo às empresas aéreas e uma facilidade à população. Paralelamente ao investimento em infraestrutura, o governo federal vai subsidiar gastos das companhias aéreas com enfoque especial para a Amazônia. A ideia é que as empresas sintam-se confortáveis para operar as rotas regionais e que a população consiga arcar com o valor das passagens.
Além disso, a Lei 14.097, aprovada em janeiro deste ano no Congresso Nacional, prevê os subsídios para a aviação regional com olhar especial voltado para a Amazônia. Segundo o secretário de Política Regulatória da SAC, Rogério Coimbra, um voo regional é, em média, 31% mais caro por quilômetro que um voo entre capitais.
Enquanto no restante do Brasil é considerado aeroporto regional aquele que recebe até 600 mil passageiros, no Norte, o teto é de 800 mil passageiros. Outro item abordado pela legislação é o pagamento pelo governo federal de parte dos custos de até 60 passageiros ou de 50% de uma aeronave maior. Para a Amazônia Legal, o limite de 50% não se aplica. A lei seguirá para regulamentação da Presidência da República. Ainda não tem prazo definido para isso acontecer.
O difícil acesso e os altos preços refletem na realidade: o Anuário da Anac mostra que o Norte é a região com o menor número de passageiros pagos embarcados em 2013 no mercado doméstico: 5,6 milhões. “Não adianta construirmos um belo aeroporto com tudo novo e a companhia aérea dissesse que não iria pra lá por falta de demanda e alto preço. O governo terá que ter sensibilidade para criar condições para a companhia e para o usuário. Esse é o novo desafio”, avaliou o ministro Padilha.
O aeroporto de Tabatinga, cidade localizada na tríplice fronteira do Brasil, Peru e Colômbia, receberá investimentos do governo federal e o fomento para a aviação comercial. Uma empresa atua hoje no aeroporto e outras duas demonstraram interesse para o futuro. Em Tabatinga funciona um hospital do Exército que atende as pequenas demandas da população. Os casos mais graves são encaminhados para Manaus, que fica a 2h30 de avião ou 5 dias de barco.

Regras próprias para a Amazônia
Em outubro de 2014, a SAC enviou à Casa Civil uma proposta de Medida Provisória para adequar as regras dos aeroportos da Amazônia Legal à realidade da região. Hoje, algumas regras propostas pela Anac (a mesma de Norte a Sul do país) não respeitam as especificidades de cada região e as condições de cumpri-las.

Por Portal Brasil

Parintins ganha o primeiro condomínio fechado do interior do Amazonas

Terra conhecida no Brasil e no mundo pelo Festival Folclórico foi descoberta pelo mercado imobiliário e terá, em 2015, um prédio de sete andares em pleno Centro da cidade 

 

Fachada do empreendimento em computação gráfica apresenta uma ideia de como ficará o prédio após ser entregue à cidade (Divulgação )
         

Mudar a cara de Parintins. É isso que a Azulay Construtora e Incorporadora está fazendo com a terra dos bumbás Garantido e Caprichoso. A cidade, que já tem um ar cosmopolita, vai ganhar em pleno Centro o primeiro condomínio fechado do interior do Estado, o Amazon Residence. O empreendimento de sete andares está com as obras a todo vapor e a previsão de entrega é agosto de 2015.
O prédio, localizado na avenida Amazonas esquina com a rua 31 de Março, tem cinco plantas, com três tipos de coberturas e dois modelos de apartamentos. Tem sete pavimentos, elevador e vagas de garagem. Os valores variam de R$ 180 mil para os apartamentos no primeiro andar até R$ 350 mil para a cobertura.
Os apartamentos podem ser financiados em até 300 meses pelo Banco do Brasil e, a entrada também pode ser parcelada e facilitada direto com a construtora. “A nossa ideia é facilitar ao máximo para o cliente. No site da construtora há um link para a simulação do financiamento. Tudo para maior comodidade” disse o superintendente da construtora, Daniel Monteiro. As vendas em Manaus estão sendo tratadas pela imobiliária Nova Casa. Para o presidente da construtora Leão Azulay, o pioneirismo da obra vai ao encontro da grandiosidade da cidade, que é conhecida nacional e mundialmente por conta do Festival Folclórico de Parintins. “A cidade merece ter um empreendimento desse porte, por tudo que representa no cenário regional. O município é um polo de desenvolvimento na região e cresce de forma meteórica”, ressaltou o empresário.
De acordo com Azulay, antes de iniciar a construção do Amazon Residence foi realizada uma pesquisa de mercado e a consultoria contratada por ele identificou um déficit habitacional de 10 mil moradias. “Baseado nesses dados começamos a formatar a ideia de construir algo que agregasse conforto, funcionalidade e segurança. E daí surgiu o Amazon Residence. Um conceito completamente inovador no interior do Estado”, lembrou Azulay. Após definir que seria construído o prédio, o empresário foi em busca dos recursos para transformar seu sonho em realidade. Por se tratar de algo inovador, Azulay teve que vencer alguns problemas burocráticos. Mas a construtora contou com um parceiro de primeira hora: o Banco do Brasil. A instituição acreditou na ideia e bancou o projeto. “Tivemos que aprender a fazer uma série de coisas para podermos contar com o BB para financiar o empreendimento, mas conseguimos e o prédio está dentro do cronograma de construção”, garantiu o empresário.
Na avaliação do empresário, um empreendimento dessa natureza e desse porte agrega valor a Parintins, que vive um momento de ebulição e vai crescer muito mais porque muitas outras obras serão construídas na cidade. “Temos informações de que pelo menos cinco grandes obras estatais serão erguidas na cidade e isso vai gerar uma demanda por moradias que estamos prontos para preencher”, avaliou o empresário Leão Azulay. O Amazon Residence tem curiosidades que valorizam ainda mais o empreendimento como o fato de o engenheiro e a arquiteta da obra serem filhos de Parintins. “Procuramos profissionais de muita competência e também que tivessem identificação com a cidade. Então encontramos o engenheiro Edney Leitão Faria e a arquiteta Dimitra Simões Haidos para tocar a obra”.
 
Para morar ou investir
Os interessados em comprar unidades do Amazon Residence, de acordo com dados da construtora, possuem dois perfis. Existe aquele que vê no produto uma oportunidade de investimento. Já outros têm interesse em morar no local mesmo. “O empreendimento está sendo bastante comentado na cidade e também há procura em Manaus, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília”, revelou o superintendente da construtora, Daniel Monteiro.
O fato é que as pessoas acreditaram na iniciativa e decidiram comprar unidades do empreendimento que está com as vendas a todo vapor. “Estamos mudando a cara de Parintins e o prédio será uma obra de grande visibilidade. Semelhante ao Bumbódromo”, ressaltou o superintendente da construtora.
 
Qualidade certificada
A Azulay Construtora e Incorporadora tem o credenciamento ISSO 9001 e o PBQBH nível A que são duas certificações de qualidade e excelência, que são exigidas para as maiores construtoras do mundo.



PLANTA BAIXA - COBERTURA TIPO 01

Área total Construida: 117,05m²
Descrição: varandão, salas de estar, sala de tv/vídeo/som, sala de jantar, lavabo social, cozinha, área de serviço, circulação íntima, suíte 01 com acesso à varanda, WC da suíte 01, suíte 02 e WC da suíte 02.


Serviço
O que: Amazon Residence
Onde: Parintins
Contato para vendas:  99328-1443 Daniel Monteiro/98118- 5800/imobiliária Nova Casa
Site: www.azulayconstrutora.com.br (no site pode ser encontrado plantas, memorial descritivo e todos os detalhes sobre o empreen-dimento). O estande de vendas fica localizado ao lado em Parintins.
 
 

Titãs - Familia (Simpson)


sábado, 7 de fevereiro de 2015

A Secretaria Municipal de Educação realizou nesta quarta-feira, 4, o II Encontro de Gestores e Supervisores.

A Secretaria Municipal de Educação realizou nesta quarta-feira, 4, o II Encontro de Gestores e Supervisores.
O evento contou com a participação de 50 profissionais da educação, oportunidade em que foi tratado sobre o compromisso com o ensino público para 2015. Além disso também foi apresentado o crescimento da educação municipal.

Diante dos desafios do mundo moderno se faz necessário que os profissionais da educação (gestores, supervisores e professores) estejam sempre buscando a formação continuada. Por isso,  a Secretaria Municipal de Educação (SEMED) reuniu no dia 04/02 os gestores e supervisores para dialogarem sobre os desafios da educação municipal, como a questão da leitura e da escrita, da distorção idade / série e da dinâmica da Escola de forma ampla e específica.

O objetivo é buscar em 2015 o desenvolvimento de um trabalho exitoso que possa alavancar o IDEB de 4.4 para 5.0  e continuar melhorando a qualidade de ensino na Escola pública municipal.

Prefeitura de Itacoatiara e SEMED - Trabalhando para o Povo

ASCOM -Assessoria de Comunicação

O evento contou com a participação de 50 profissionais da educação, oportunidade em que foi tratado sobre o compromisso com o ensino público para 2015. Além disso também foi apresentado o crescimento da educação municipal.
Diante dos desafios do mundo moderno se faz necessário que os profissionais da educação (gestores, supervisores e professores) estejam sempre buscando a formação continuada. Por isso, a Secretaria Municipal de Educação (SEMED) reuniu no dia 04/02 os gestores e supervisores para dialogarem sobre os desafios da educação municipal, como a questão da leitura e da escrita, da distorção idade / série e da dinâmica da Escola de forma ampla e específica.
O objetivo é buscar em 2015 o desenvolvimento de um trabalho exitoso que possa alavancar o IDEB de 4.4 para 5.0 e continuar melhorando a qualidade de ensino na Escola pública municipal.
Prefeitura de Itacoatiara e SEMED - Trabalhando para o Povo.
 
ASCOM -Assessoria de Comunicação

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

José Melo defende expansão da ZFM para região metropolitana e fim do contingenciamento de verbas da Suframa

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Na primeira reunião deste ano do setor empresarial do Amazonas, realizada na noite desta quinta-feira, 5 de fevereiro, o governador José Melo apresentou os principais tópicos do seu programa de governo e anunciou as  medidas que vai defender para o fortalecimento do Polo Industrial de Manaus (PIM). Com a prorrogação da Zona Franca até 2073, Melo afirmou que há melhores condições para atração de novos investidores, mas disse que é preciso avançar em outros pleitos, como a expansão do modelo de incentivos fiscais para os municípios da Região Metropolitana e o fim do contingenciamento de recursos da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
 
Organizada pela Federação das indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), o encontro reuniu empresários do PIM e dos setores do comércio, serviços, agricultura e turismo. Na ocasião, as entidades que representam as classes entregaram ao governador uma carta pedindo união política para resgatar a força da Suframa. Melo afirmou que está alinhado aos interesses do setor produtivo e prometeu encampar a luta dos empresários junto ao governo federal.
 
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“Reafirmo os compromissos da carta. O que está contido nela é o que o governo pensa para o Estado e o sentimento que o governo tem com relação ao que esperamos de tratamento pelo governo federal. Não dá mais para aceitar que se criem taxas de serviços da Suframa e que elas depois não sejam revertidas em serviços, e não voltem para o Estado”, declarou.
 
Para o presidente da Fieam, Antônio Silva, a prorrogação da Zona Franca não é passe de mágica para resolver problemas agudos do modelo. “Sem assegurar autonomia, infraestrutura de transporte não é possível. A Suframa foi atrofiada. Perdemos a autonomia para aplicar os recursos do setor produtivo e verbas de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento). Não podemos ficar reféns do voluntarismo político da união”, relatou.
 
Segundo estimativa da Fieam, o contingenciamento acumulado de recursos é da ordem R$ 3 bilhões. As verbas, que hoje são retidas pelo governo federal e empregadas para compor o superávit primário do país, deveriam ser aplicadas em ações para desenvolver a infraestrutura e melhorar as condições sociais da região. José Melo disse confiar na sensibilidade da presidente Dilma Rousseff e do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Armando Monteiro, para lidar com as demandas do Amazonas. Disse que as pautas serão as primeiras que serão apresentadas à presidente.
 
Pauta ampla de propostas – Ao longo deste semestre, em iniciativa liderada pela Fieam e Governo do Amazonas, será construída uma pauta ampla com as propostas para expansão da economia do Estado para apresentação ao governo federal. Neste primeiro momento, a expectativa é resgatar a autonomia da Suframa, garantir respeito à exclusividade de concessão de benefício fiscal e superar as dificuldades com a aprovação dos Processos Produtivos Básicos (PPB), que orientam a fabricação e modernização nas fábricas e que são o item básico para rodar novos produtos.
 
“Não dá mais para aceitarmos conviver com a situação dos PPBs. Eles precisam ser reestabelecidos. A perspectiva de 50 anos, por si só, é muito bom, mas se avaliarmos que as inovações acontecem em muita velocidade, isso pode nos levar a uma Zona Franca de crescimento negativo. É preciso oferecer também segurança técnica”, disse o governador.
 
José Melo defendeu que os recursos de P&D da indústria sejam usados para impulsionar investimentos no setor de ciência e tecnologia e desenvolver o potencial econômico local. O governador destacou que o Governo do Estado vai investir pesado na piscicultura como forma de reduzir a dependência do modelo. A ativação do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) é fundamental, disse o governador.
 
Na ocasião, José Melo adiantou aos empresários que determinou à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) estudar novas medidas para simplificação tributária e incentivo fiscal para o setor produtivo local. O governador afirmou, ainda, que defende a indicação de um quadro técnico, e não político, para assumir a direção da Suframa, atualmente sobre o comando de Gustavo Igrejas.


Blog da floresta - -

Gasoduto Urucu-Coari-Manaus desviou R$ 6,6 mi para partidos e funcionários da Petrobras

Planilha que detalha os percentuais desviados de cada obra da Petrobras mostra que partidos e empresas lucraram com propina em contratos do gasoduto, que foi construído na gestão do ex-governador e atual ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga

O gasoduto foi construído na gestão do ex-governador e atual ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga (Euzivaldo Queiroz)
         
Planilha que detalha os percentuais desviados de cada obra da Petrobras mostram que empresas responsáveis pela construção do gasoduto Urucu-Coari–Manaus pagaram R$ 6,6 milhões em propina para partidos e funcionários da estatal.
Iniciada em 2006, a obra do gasoduto Urucu-Coari-Manaus foi orçada inicialmente em R$ 2,4 bilhões, mas, com aditivos, ao final chegou a R$ 4,5 bilhões.
Segundo a planilha entregue por Pedro José Barusco Filho, ex-gerente de engenharia da Petrobras, à força-tarefa da operação Lava Jato, 1% do contrato de R$ 666.785.900,00, celebrado com as empresas Andrade Gutierrez e Carioca, foi repassado para partidos políticos e funcionários da Petrobras.
O agente que atuou no pagamento de propina nesse contrato é identificado, segundo a planilha, como sendo o consultou Mário Goes, proprietário da empresa Rio Marines.
Outro contrato do gasoduto que segundo a planilha de Barusco teve valores repassados a partidos e funcionários da Petrobras foi o de responsabilidade do consórcio formado pelas empresas OAS e Etesco.
O contrato com a OAS/Etesco somava R$ 342.596.288. Um porcento desse valor teria sido repassado a partidos políticos que se beneficiaram do esquema.
A planilha de Barusco cita ainda o contrato com as empresas Camargo Correa e Skanska, no valor de R$ 427.889.969,69, também ligado à obra do gasoduto. Mas o documento não assinala se no referido contrato houve algum percentual desviado.
Em depoimento concedido em acordo de delação premiada, Barusco estima que o PT tenha recebido entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões entre 2003 e 2013 de propina retirada dos 90 maiores contratos da Petrobras, como o da refinaria Abreu e Lima, em construção em Pernambuco.
Barusco afirma que o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, teve “participação” no recebimento desse suborno. Vaccari Neto, de acordo com ele, ficou, até março de 2013, com US$ 4,5 milhões. Ainda segundo ele, houve pagamentos até fevereiro do ano passado. O depoimento foi prestado no dia 20 de novembro último e veio à tona ontem.
Segundo Barusco, Vaccari participou pessoalmente de um acerto fechado entre funcionários da Petrobras e estaleiros nacionais e internacionais relativos a 21 contratos para construção de navios equipados com sondas, contratações que envolveram ao todo cerca de US$ 22 bilhões. “Essa combinação envolveu o tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, João Vaccari Neto, o declarante (Barusco) e os agentes de cada um dos estaleiros, que deveria ser distribuído o percentual de 1%, posteriormente para 0,9%”, declarou Barusco.
 
Delator explica divisão de propina
Segundo o delator Pedro José Barusco Filho, desse 1% sobre o valor dos contratos, a divisão se dava da seguinte forma: “2/3 (dois terços) para João Vaccari; e 1/3 para 'Casa 1' e 'Casa 2'”. Barusco envolveu outros funcionários da Petrobras no esquema.
A “Casa 1”, segundo o ex-gerente, era o termo usado para “o pagamento de propina no Ômbito da Petrobras, especificamente para o diretor de Serviços Renato Duque e Roberto Gonçalves, o qual substituiu o declarante na gerência executiva da Área de Engenharia”.
A “Casa 2” referia-se “ao pagamento de propinas no Ômbito da Setebrasil, especificamente para o declarante, João Carlos de Medeiros Ferraz, presidente da empresa e, posteriormente, também houve a inclusão de Eduardo Musa, diretor de participações da empresa”.
 
 
Jornal acrítica - Manaus (AM), 06 de Fevereiro de 2015
REDAÇÃO E AGÊNCIAS

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